Distrito terá 'gaiola' para evitar entrada de drogas
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sexta-feira, 05 de setembro de 2003
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Uma espécie de gaiola está sendo preparada no 2º Distrito Policial (zona leste de Londrina) para dificultar a entrada de drogas, armas e outros objetos na carceragem. A novidade deverá ser colocada em prática dentro de 10 dias. Ontem à tarde, a Polícia Civil realizou uma operação pente-fino nas celas em busca de todo tipo de material. Superlotada, a cadeia vive o risco diário de fuga. Com capacidade para 68, ontem havia 199 presos.
Dentro de 10 dias, todo visitante será obrigado a aguardar o término da revista de bolsas num local cercado de alambrado, que está sendo construido com apoio da prefeitura. O delegado do 2º DP, Fátimo de Siqueira, apontou que é comum mototaxistas serem contratados para fazer entregas aos presos. Quando os policiais encontram algum objeto proibido, como serras, chaves, drogas e celulares, não há como apurar quem entregou. Com a gaiola, quem for flagrado poderá responder por tentativa de facilitação de fuga - quando se encontrar uma serra por exemplo e tráfico no caso de droga.
O delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial (SDP), Jurandir Gonçalves André, participou da vistoria junto com mais dois delegados e 12 investigadores. A Polícia Militar não participou. Os presos foram levados até o pátio. Os investigadores usaram detectores de metal para revistar colchões, bolsas e roupas. Até o final da tarde, haviam sido apreendidos facas de cozinha e outros talheres de metal que poderiam ser usados para perfurar paredes e o chão das celas. Numa das alas, os policiais perceberam que os presos tinham começado a serrar uma barra de ferro usada para reforçar uma janela.
Siqueira negou que a revista foi feita em virtude de um possível plano de fuga. ''Quanto maior o número de presos maior é o risco'', destacou. Segundo ele, a última revista nas celas ocorreu há 15 dias, quando assumiu o distrito.
Siqueira apontou que a superlotação provoca reclamações entre os presos, pelas dificuldades para dormir e tomar banho de sol. Ele reclamou que o DP trabalha hoje com apenas dois investigadores por dia quando o necessário seria de pelo menos mais três funcionários por período. Quanto a esses problemas, um pedido de interdição do DP está sendo analisado pelo Ministério Público, que deverá dar um parecer no início da semana.


