Curitiba – O 9º Distrito Policial foi construído com capacidade para abrigar 16 pessoas, divididas em quatro celas com quatro camas cada uma. O comum, no entanto, é a unidade abrigar pelo menos 50 mulheres, obrigadas a dormir em duas ou até três em cada cama, e apinhadas em colchões colocados direto no chão.
Para abrigar o excesso de presas, o distrito destinou provisoriamente duas salas do prédio – usadas para funções administrativas – para servir de cadeia. Mas o provisório acabou se transformando em permanente.
Além da falta de espaço, as presas reclamam das más condições. Em uma das celas, a privada está entupida há algum tempo, sem que ninguém tome providências. ‘‘Nós temos que fazer cocô em saco plástico ou no marmitex que servem o almoço e jogar depois no lixo, porque o banheiro não funciona’’, diz uma presa. Elas também reclamam do tratamento. ‘‘Eles nos chamam de vacas, cadelas, vagabundas’’, reclamam. (M.G.)

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