Distrito policial acumula quatro crimes insolúveis
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terça-feira, 11 de maio de 1999
Paulo Ubiratan 
Quatro inquéritos policiais estão parados no 1º Distrito Policial de Londrina por falta de quem faça as investigações. Os inquéritos tratam de homicídios e apuram as mortes do empresário Júlio Cesar Marinho, do comerciante Adilson Rodrigues da Silva e dos desempregados Evandro Cesar Grans e Israel Moraes.
O delegado titular do 1º Distrito Policial, Valter Lemos, disse ontem que pretende pedir o arquivamento do inquéritos que apura o assassinato de Evandro Cesar Grans, ocorrido em janeiro de 1997, na esquina das ruas Minas Gerais e Benjamin Constant. A vítima foi morta com quatro tiros desferidos a queima roupa.
Lemos alega que pelos autos do inquérito não foi possível obter nenhuma pista concreta para chegar ao criminoso de Evandro, e que o Distrito não tem policiais para investigar o caso na busca de fatos novos. Evandro foi morto em frente ao hotel onde estava hospedado, no centro da cidade. Na época a polícia apurou que ele tinha uma vasta ficha criminal em Sorocaba (SP), cidade onde morava. Também foi descoberto que ele estaria participando de roubos de carros com uma quadrilha que estava agindo em Londrina e região.
Uma semana antes da morte de Evandro a polícia prendeu três acusados de integrarem uma quadrilha, em frente a 10ª Subdivisão Policial. Eles estavam conduzindo um furgão, quando a porta traseira se abriu e do interior do veículo caiu um carro que estava sendo transportado.
Após serem detidos, os acusados receberam a autorização da polícia para buscar os documentos do carro que caiu, mas não retornaram à delegacia. Policiais que estavam investigando o caso suspeitam que Evandro foi morto por membros da mesma quadrilha. Ele teria ameaçado denunciar para a polícia o local onde os acusados estavam morando e também um suposto acerto que teriam feito com policiais para serem liberados. A policia descobriu depois que os acusados estavam morando no hotel onde em frente ocorreu o assassinati de Evandro.
As caracteristícas dos outros homicídios parados no 1º DP se assemelham ao do caso de Evandro. Em todos os casos os criminosos não roubaram nada das vítimas. Na tarde do dia 9 de novembro Israel Gervásio foi morto a tiros, quando caminhava pela Rua Guaporé. Conforme testemunhas, o criminoso chamou Israel pelo nome e atirou três vezes contra ele e fugiu de motocicleta.
Já o empresário Julio Cesar Marinho foi morto na varanda de sua casa, quando chegou de carro do trabalho, em novembro de 97. Ele era diretor-geral de uma empresa com sede em Rolândia. O criminoso atirou seis vêzes contra Marinho e feriu na perna o caseiro. Diante de diversas testemunhas perplexas ele saiu tranquilamente a pé da casa, colocando o revólver na cintura. Nada foi roubado.
Outro caso pendente é o do comerciante Adilson Rodrigues da Silva, morto com um tiro no interior de sua loja de móveis, em outubro de 98. Duas testemunhas viram o assassino fugir a pé sem roubar nada.


