Distrito faz protesto contra apreensão de Kombi
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sábado, 29 de novembro de 2003
Guto Rocha<br> Reportagem Local 
Um grupo de moradores do Distrito de Lerroville (Zona Sul de Londrina) interromperam, ontem pela manhã, a circulação de dois ônibus da Francovig que faziam a linha Irerê e Tamarana (62 km ao sul de Londrina). A manifestação foi em protesto à apreensão de uma perua Kombi que transportava passageiros do distrito para o município de Tamarana. O veículo foi autuado e apreendido por fiscais da Divisão de Serviços de Transporte Comercial (DSTC) do Departamento de Estradas de Rodagens (DER) na quinta-feira da semana passada.
O aposentado José Alves Machado, 70 anos, afirma que o serviço prestado pela Kombi é essencial para a população porque ela funcionava como um táxi. ''A gente podia ligar para o Jurandir (dono do carro) a qualquer hora, qualquer dia e ele atende a gente, na porta de casa'', comentou. Machado diz que o veículo normalmente é utilizado pelos moradores do distrito para ir a Tamarana utilizar os serviços médicos do local ou fazer compras.
Os moradores também reclamavam que o transporte da Kombi tinha maior frequência que o realizado pelos ônibus e ainda podiam pagar ''fiado''. Segundo os moradores, enquanto o intervalo entre um ônibus e outro varia de 1h30 a 2 horas, a Kombi estava no distrito a cada 20 ou 30 minutos. A tarifa do transporte feito pela Kombi custava R$ 1,50, contra os R$ 1,25 para o ônibus.
Como os ônibus ficaram presos desde às 7h30, a empresa determinou que outros ônibus continuassem a circular sem entrar no distrito. Com isso, os passageiros eram deixados no trevo de Lerroville, uma distância de dois quilômetros.
O chefe do transporte da Francovig, Milton Félix, afirma que não houve interferência da empresa para interromper o serviço prestado pela Kombi. Segundo ele, o transporte alternativo não representava concorrência.
Segundo o DSTC, o veículo não tinha licença para o transporte de passageiros. Para compensar a apreensão, o DER determinou que a empresa elevasse o número de horários, passando de 27 para 39.
O proprietário da Kombi, Jurandir dos Santos, 39 anos, afirmou que o carro está legalizado e tem licença para trafegar como taxista há cinco anos e nove meses. ''Não sou ilegal, sou taxista, posso levar passageiros para qualquer parte do País'', afirmou.


