Curitiba Um dos distritos policiais mais superlotados de Curitiba, viveu ontem momentos de tensão, com uma nova tentativa de fuga. No último dia 9, 17 presos fugiram cavando um buraco embaixo do vaso sanitário de uma das celas. O buraco acabou chegando até uma galeria e rapidamente os detentos conseguiram fugir. Apenas quatro foram recapturados até agora.
Ontem, por volta das 0h30, os presos começaram a cavar um novo buraco embaixo do vaso sanitário. Eles usaram uma serra e um ''pirulito'' (pedaço de grade das celas). Apesar deles terem ligado a televisão em tom alto, os policiais de plantão perceberam a movimentação e chamaram o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e a Polícia Militar (PM).
Depois de uma revista nas celas, os policiais encontraram os materiais usados para cavar o buraco, que já estava com meio metro. ''Eles conseguiram agir rapidamente. Mas percebemos a movimentação e conseguimos evitar, desta vez, a fuga'', relatou o superintendente Maurício Gebert Basse.
Por enquanto, os presos estão ainda mais apertados. A galeria A, que tinha sido atingida pela última fuga, está parcialmente isolada por não ter sido completamente reformada. Os presos tiveram que ser colocados nas demais celas enquanto a delegacia aguarda uma reforma no local onde o buraco foi feito. A previsão é de que as obras emergenciais comecem a ser feitas amanhã.
O 3º Distrito Policial (DP) fica no bairro das Mercês, um dos mais nobres de Curitiba e, apesar de estar numa região privilegiada, entre residências e colégios, é o mais superlotado. Ele tem capacidade para 36 presos e ontem estava com 194. As tentativas de fuga parecem uma rotina.

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