Distrito de Maringá
pede ampliação de
linhas telefônicas
Lucinéia Parra
De Maringá
Moradores do distrito de Floriano, em Maringá, estão revoltados com a Telepar por causa da falta de linhas telefônicas. Eles se sentem enganados pela empresa, que teria prometido a expansão das linhas em 1996, quando foi instalada uma torre de transmissão no distrito. A promessa, conforme o gerente administrativo da subprefeitura de Floriano, Devanir Rossini, não foi cumprida.
Conforme Rossini, a população era contra a instalação da torre porque a partir do seu funcionamento os usuários tiveram que pagar a tarifa de interurbano das ligações telefônicas feitas para Maringá. ‘‘Até então, a Telepar não cobrava tarifa interurbana porque o distrito pertence a Maringᒒ, explicou Rossini. Para contornar a situação, segundo o subprefeito, a Telepar teria argumentado que a torre iria trazer benefícios para o distrito, facilitando inclusive a ampliação de novas linhas.
Mais de três anos após, a Telepar, conforme ofício enviado à subprefeitura de Floriano, planeja expandir as linhas telefônicas no distrito somente no primeiro semestre de 2000. ‘‘A comunidade espera pela expansão há mais de três anos e quer o telefone jᒒ, disse Rossini. Segundo ele, 100 pessoas já se inscreveram para adquirir linhas. O distrito tem cerca de 2 mil habitantes e apenas 49 linhas telefônicas.
O gerente da loja da Telepar em Maringá, Antônio Carlos Tavares, disse que a ampliação de linhas em Floriano depende de um planejamento técnico da empresa. Ele informou à Folha que o objetivo da Telepar é zerar até o ano 2001 a fila de espera, que inclui Maringá, com mais de 20 mil inscritos. ‘‘Nós sofremos as consequências de um monopólio anterior’’, afirmou Tavares.
O gerente explicou ainda que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), órgão do governo federal responsável pela fiscalização das empresas telefônicas, estabeleceu um prazo até o ano 2003 para o zeramento das filas de espera.

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