Dissidente move ação trabalhista contra MST
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quinta-feira, 07 de agosto de 1997
Maringá 
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) da região de Paranavaí se recusou ontem a aceitar um acordo com Carlos Alberto de Brito, 26 anos, que ingressou na Justiça Trabalhista contra a entidade. Brito trabalhava em campanhas políticas do PT em Osasco (SP), e alega que foi convidado pelo MST para atuar na coordenação de grupo nas ocupações realizadas em Querência do Norte (113 quilômetros de Paranavaí).
Ele diz ter participado da ocupação de cinco propriedades e cobra o pagamento de nove meses de salários atrasados e horas extras. O valor total da ação só é arbitrado depois de acatado pela justiça.
Brito declara na ação que o compromisso do MST era de pagar três salários mínimos por mês mais despesas. Os líderes do MST na região não concordam com a ação, alegando que Brito foi expulso do movimento e estaria ganhando R$ 20 mil da União Democrática Ruralista (UDR) para prosseguir com a cobrança na Justiça. Brito disse que não está recebendo nada. A próxima audiência de Brito foi marcada para o dia 8 de maio do próximo ano.


