Disseminadores da paz
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segunda-feira, 23 de março de 2015
Lucio Flávio Cruz<br> Reportagem Local 
Londrina Disseminar os conceitos da cultura de paz, do desarmamento infantil e da não violência são os compromissos de 140 alunos do 5º ano da rede municipal de ensino que ontem foram denominados Embaixadores da Paz em Londrina.
O programa está no seu quarto ano e desta vez contou com a participação inicial de 6.337 estudantes de 245 turmas das 83 escolas municipais do município. Entre os escolhidos estão representantes de 49 instituições de ensino. Os alunos receberam uma prancha para ser colorida, onde também constava um jogo de caça palavras e um ache o melhor caminho. Com este material, os professores trabalharam conceitos da cultura de paz e o que é ser um Embaixador da Paz.
"O objetivo é que eles levem estes conceitos para outros alunos, para dentro de casa e para a comunidade onde vivem. Eles vão poder fiscalizar e denunciar locais que estiverem vendendo armas de brinquedo", ressaltou Charleston Luiz da Silva, presidente do Conselho Municipal da Paz (Compaz), que organizou o curso juntamente com o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Clube Aventureiros do Amanhecer e Capítulo União Londrinense da Ordem Demolay.
Um dos pilares do programa é o combate ao desarmamento infantil. Silva lembra que em Londrina uma lei municipal proíbe a venda de armas de brinquedo no comércio local e que leis semelhantes tramitam na Assembleia Legislativa do Paraná e na Câmara Federal. "Em vez de incentivar as crianças a brincar de matar alguém por que não incentivá-las a brincar de salvar o mundo, de dar um abraço, um carinho", mencionou. As crianças receberam uma carteirinha de "Embaixador", onde há, inclusive, um número de telefone da Secretaria da Fazenda (3372-4268) para onde podem ser encaminhadas denúncias sobre locais que vendem armamento infantil.
Para quem participou do curso ficou a lição que é possível fazer o bem e contribuir para um mundo melhor. "Achei muito legal e aprendi que não se pode usar armas de brinquedo e que a gente deve tratar todo mundo bem", contou Leandro Henrique Lima, de 9 anos, aluno da Escola Municipal Ignês Corso Andreazza, no Conjunto Vivi Xavier (zona norte). O companheiro de colégio, Luiz Guilherme Sandi, de 10, reconhece que o mundo está muito violento e que cada um precisa fazer a sua parte. "Sem paz não dá para viver e acho que é possível passar para a frente o que aprendemos aqui."
A professora Edna Mota, da Escola Municipal Nara Manella, no Conjunto Semíramis (zona norte), leciona há 27 anos e acha muito importante que os conceitos de paz sejam ensinados dentro da escola. De acordo com ela, os alunos assimilam bem o conteúdo e gostam deste tipo de atividade. "O mundo está muito violento e as crianças também sabem disso. Munidas de informação elas conseguem passar isso para a frente. A opinião delas tem o poder de influenciar e mudar muita gente", relatou.


