Disque Denúncia é reativado em Arapongas
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terça-feira, 19 de junho de 2007
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Arapongas - Uma parceria entre a 3 Companhia da Polícia Militar e a Prefeitura de Arapongas está promovendo a reativação do serviço de Disque Denúncia. Agora, as comunicações de crime ou de pistas sobre bandidos podem ser feitas através do telefone 0800-433434. A ligação é gratuita e pode ser feita de qualquer terminal fixo ou móvel, sem a necessidade de identificação do denunciante.
O capitão Roberto Francisco Cardoso, comandante da PM de Arapongas, a decisão de criar o serviço visa facilitar a denúncia de crimes, as investigações e a direcionar no policiamento. A população local fez protestos recentemente cobrando mais segurança.
As manifestações foram organizadas depois de homicídios registrados na Área Central da cidade. De acordo com o delegado Ítalo Biancardi Neto, foram oito assassinatos no ano - todos resolvidos. ''Os protestos ocorreram depois que os crimes ocorreram no Centro e afetou a elite dominante da sociedade'', argumentou.
Ele declarou ainda que as manifestações não devem reduzir a violência, já que não ataca as causas como a desiguladade social. O delegado acredita que a existência de mais um canal de comunicação entre policiais e vítimas é importante, mas que também pode ser usado para trotes e vinganças.
Segundo Cardoso, o tipo de crime que mais assola a população araponguense são os furtos. ''O que mais tem assolado as populações de Arapongas e do Paraná são os crimes contra o patrimônio que, apesar de não gerar tanto clamor, são mais frequentes'', comenta o capitão.
O prefeito Beto Pugliese afirmou, através da assessoria de imprensa, que a utilização do Disque Denúncia reflete uma atitude de responsabilidade social do cidadão com sua própria família e a sociedade e o medo de denunciar torna cada um de nós cúmplice em tudo que está errado em nossa cidade. ''Portanto, o cidadão que sabe de alguma pessoa envolvida com ladrões, ou traficantes, não pode ficar calado e tem que colaborar'', afirma.


