Disque dengue de Londrina já registrou mais de 100 denúncias em 2020

Segundo secretário, locais com possíveis focos são vistoriados na pelos agentes na mesma semana

Vitor Ogawa - Grupo Folha
Vitor Ogawa - Grupo Folha

Para matar larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, é preciso eliminar os criadouros, no entanto muitas vezes os agentes de saúde não sabem onde está o problema. É nesse momento que o dever do cidadão é denunciar os locais com objetos que podem conter água e, consequentemente, focos do mosquito.  A Prefeitura de Londrina dispõe do Disque Dengue, cujo telefone é o 0800-400-1893. Por meio dele qualquer pessoa pode entrar em contato para denunciar possíveis criadouros de Aedes, seja em imóveis particulares ou áreas públicas. 

Disque dengue de Londrina já registrou mais de 100 denúncias em 2020
Gina Mardones - 13/05/2019
 



O secretário de Saúde, Felippe Machado,  ressalta que quando a denúncia é realizada, na mesma semana um agente de endemias que atua na região fiscaliza o local. “Como as equipes estão todos os dias na rua, conseguem atender na própria semana, a não ser que requeira outra estrutura. Aí precisa fazer programação para a equipe mobilizar os agentes e ver esse caso”, destaca Machado.




Com o acesso liberado para vistoria do imóvel, os agentes procuram por focos do Aedes, ou pontos que podem acumular água e serem utilizados para sua proliferação. O morador ou proprietário de imóvel recebe as orientações necessárias para eliminação eficaz dos criadouros. Uma nova visita pode ser feita para checar se as medidas foram colocadas em prática. Caso não tenham sido aplicadas as orientações, o responsável é notificado pela secretaria de Saúde.


O secretário afirma que entre os locais denunciados pelo Disque dengue estão fundos de vale, residências fechadas, piscinas sem cuidados e terrenos baldios particulares. “Mas as maiores denúncias são de criadouros em residências, quando vizinhos relatam problemas em caixas d’água ou vasos”, destaca. Questionado se existe um ranking dentre esses locais apontados pelo Disque Dengue, Machado afirma que não existe esse mapeamento. "Cerca de 90% dos criadouros estão nos quintais. A dengue pode matar. O momento é de união. Ainda há tempo de revertermos um quadro de epidemia", ressalta.

 

 

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Folha Arte
 



BALANÇO

No ano de 2019, o Disque-Dengue recebeu 1.282 denúncias. E nestas duas primeiras semanas de 2020, já foram registradas 102 notificações. Com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 8 às 18h, o morador que ligar deve fornecer o máximo de informações possíveis, como endereço completo e pontos de referência. Isso facilita a atuação dos agentes de Endemias.


Outro canal que pode ser utilizado pelos londrinenses é a Ouvidoria–Geral do Município. O formulário on-line da Ouvidoria pode ser acessado pelo Portal da Prefeitura. O contato com o órgão também pode ser feito pelo telefone 162.


O ouvidor Alexandre Sanches ressalta que como denúncia, elas acabam não conseguindo acompanhar o processo. “Elas terão que ligar aqui e pedir as informações referente ao seu processo que a gente repassa para que acompanhem a tramitação. A resposta será por e-mail”, destaca. Essas denúncias são encaminhadas para a Secretaria de Saúde.


EPIDEMIA

Em entrevista concedida na semana passada, a diretora de Vigilância em Saúde de Londrina, Sônia Fernandes, disse que a cidade está próxima de viver uma epidemia 'explosiva' de dengue. O município contabiliza, nestas três primeiras semanas de janeiro, 533 casos suspeitos da doença. 

 

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