Disputa marca velório da jovem
O corpo de Luciene de Paula Ribeiro, a brasileira assassinada no Chile há 43 dias, chegou às 22h30 desta terça-feira no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais. Depois de disputa e muita discussão entre os pais e o marido da jovem, o corpo passou a ser velado com proteção policial na capela número um do Cemitério Municipal São Francisco de Paula, em Curitiba.
O local para a realização do velório e a presença dos policiais militares foram determinados pelo diretor da Divisão de Serviços Especiais da Prefeitura de Curitiba, Paulo Polatti, depois de mais de cinco horas de impasse entre os pais da garota, Maria José Judite de Paula Ribeiro e Paulo de Paula, e o marido de Luciene, Aristóteles Smoralek. Enquanto Smoralek pretendia enterrar o corpo de Luciene no cemitério da Água Verde, os pais da garota já haviam preparado tudo para realizar o enterro no Cemitério da Serraria, na Estrada Velha de Campo Largo. O corpo da garota já estava há muito tempo aguardando um local para ser velado e seria uma falta de respeito ele continuar no furgão enquanto as partes tomavam uma decisão, disse.
Os pais de Luciene mostravam indignação com a morte da filha, apenas dois meses depois de casada, em um país e circunstâncias estranhas. Não podemos acusar ninguém pala autoria do crime mas ele (Aristóteles) ainda não nos disse nada, disse a mãe.
Segundo Polatti, os policiais militares foram convocados depois que Aristóteles Smoralek declarou não aceitar que Luciene fosse para o local escolhido pelos pais dela por estar sendo ameaçado. O diretor informou que a família tem o prazo de 36 horas para definir o destino que vai ser dado ao corpo, a contar da chegada da urna ao Brasil. Depois desse prazo o corpo será considerado insepulto e será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), local em que vai aguardar uma decisão judicial. Ainda estamos em contato com a companhia aérea para descobrir o horário de chegada para determinar o fim do prazo. Pelas primeiras informações esse tempo se esgota por volta das dez horas da manhã de quinta-feira, disse Polatti.
Luciene foi assassinada em Santiago, no Chile, durante viagem que fazia em companhia do marido. O translado do corpo da garota estava sendo aguardado há 43 dias e foi realizado pela empresa Assist Card, multinacional que fez o seguro de viagem de Luciene e de Smolarek. Esta empresa também deve indenizar Smolarek e os pais de Luciene pela morte da garota.Mauro FrassonO corpo de Luciene espera no furgão enquanto família brigaGuilherme Vieira





