Curitiba - Uma disputa judicial deixou 825 pacientes sem atendimento no ambulatório da Hospital Evangélico da Capital, ontem. Moradores vizinhos do centro médico entraram com uma ação alegando impacto ambiental e social devido à atividade hospitalar. Uma liminar concedida anteontem impediu o funcionamento da unidade. A decisão judicial foi suspensa, mas várias pessoas que já tinham a consulta agendada não puderam ser avisadas e voltaram para suas casas, por vezes em outras cidades, sem conseguir o atendimento.
Casos como o de Maria Taís de França, 34 anos, que é de Irati e faz acompanhamento de uma gestação de risco. ''Eu estou (grávida) de sete meses e já entrei em trabalho de parto uma vez. Não podia perder essa consulta. Tinha muita gente lá que ficou revoltada. Agora disseram que vão me ligar para reagendar'', contou.
O Hospital Evangélico iniciou o atendimento ambulatorial no bairro Batel em janeiro do ano passado. No entanto, no mesmo local já funcionava uma clínica particular que prestava o mesmo tipo de serviço. A administração do hospital informou, em nota, entender esse tipo de ação como preconceituosa, por se tratar de atendimento a usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
O juiz substituto Rogério Ribas, do Tribunal de Justiça, afirmou no despacho que a suspensão foi um erro, por ter colocado em risco pacientes. Ele entendeu que as atividades desenvolvidas pelo Evangélico são regulares e funcionam com autorização da Prefeitura e da Vigilância Sanitária.
Os serviços voltaram ao normal ainda ontem, mas não há previsão de quando os pacientes que deixaram de ser atendidos poderão marcar nova consulta.

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