Disputa entusiasma sociedade
Disputa entusiasma sociedade
Giovani Ferreira
Arquivo FolhaRoberto Merhy é o atual reitor da UEPGO interesse pelas eleições para a reitoria da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), que acontecem nesta quinta-feira, ultrapassou os muros da instituição. Esse interesse pode ser medido pelo envolvimento da sociedade organizada, que passou a acompanhar o processo de perto - como empresários, políticos e a população em geral, que não possuem nenhum vínculo direto com a universidade.
Um dos exemplos é a apadrinhamentos dos dois candidatos por deputados estaduais. Enquanto Plauto Miró Guimarães Filho (PFL) declara seu apoio ao candidato da situação, o atual reitor, agora licenciado, Roberto Frederico Merhy; Péricles de Holleben Mello (PT) sai em defesa do professor Jair Baltazar Rodrigues, da oposição. As eleições também prometem ser uma das mais concorridas dos últimos 10 anos, pelo que mostram pesquisas informais de intenção de voto realizadas entre professores, funcionários e acadêmicos.
Arquivo FolhaJair Baltazar Rodrigues concorre pela oposiçãoA campanha deste ano dividiu a UEPG. O grupo que apóia o professor Baltazar entende que está na hora de mudar, uma vez que Merhy está na reitoria há oito anos - quatro como vice e quatro como reitor. Seus seguidores apostam no continuísmo, argumentando que a UEPG vai bem e não precisa de mudanças.
Como em outros processos sucessórios, as acusações e denúncias também estão fazendo parte da campanha na UEPG. O professor Baltazar, por exemplo, denuncia o uso da máquina administrativa por Frederico Merhy. O candidato da situação, por sua vez, afirma que Baltazar Rodrigues não tem experiência suficiente e nem estaria preparado para assumir o comando.
Uma das principais discussões dessa campanha vem sendo uma portaria assinada pelo reitor Roberto Merhy, que permite a transferência para a UEPG de filhos ou dependentes legais de servidores da instituição, independente da existência de vagas.
Baltazar afirma que, além de inscontitucional, a portaria é imoral, concedendo privilégios em uma universidade pública. Merhy, por seu lado, diz que assinaria novamente se fosse preciso. Essa portaria é motivou a abertura da primeira ação popular enfrentada pela UEPG em toda a sua história.
O universo eleitoral na UEPG é composto por aproximadamente 6.500 estudantes, 1.130 funcionários e 850 professores. A fórmula para a aplicação dos votos terá pesos diferentes para os três segmentos. O voto de um professor, por exemplo, equivale ao voto de 10 alunos, enquanto que um funcionário representa cinco acadêmicos.





