Londrina pode se orgulhar: desde a última segunda-feira, o estudante Alex Atsushi Takeda, de 17 anos, representa a cidade na 39 edição da Olimpíada Internacional de Física, que acontece em Hanói, capital do Vietnã. Junto a três companheiros de São Paulo e um de Pernambuco, Alex representa o Brasil na disputa que envolve mais de 400 estudantes do ensino médio de 90 países.
Conforme o professor da Universidade de São Paulo (USP) Euclydes Marega Júnior, responsável pela preparação dos concorrentes, chegar à Olimpíada não foi tarefa fácil para os brasileiros. ''Milhares de alunos de todo o País participaram de três etapas da Olimpíada Brasileira de Física, evento organizado anualmente pela Sociedade Brasileira de Física. Dentre os 40 melhores da etapa nacional, 13 foram escolhidos para participar da preparação para a disputa internacional, da qual destacaram-se os cinco brasileiros que hoje estão no Vietnã'', explicou.
Segundo ele, o Brasil participa da Olimpíada desde 2000 e além da medalha de bronze e menções honrosas, trouxe outros resultados importantes: ''ao menos seis estudantes receberam convites para estudar em países como Estados Unidos, França e Japão'', informou.
Para esta edição da Olimpíada, os cinco finalistas brasileiros passaram por um processo de preparação no Instituto de Física do campus da USP em São Carlos, no interior de São Paulo. Foram oito dias de treinamento em experimentos de física, padronização de procedimentos e discussão de provas anteriores.
Os pais do londrinense Alex, o engenheiro Milton Tsuyoshi Takeda e a professora Nailce Oliveira Takeda, não conseguem conter a alegria pelo sucesso do filho único. Segundo Nailce, Alex é muito estudioso e sempre se destacou nas aulas de Matemática, Física e Química. ''Ele tem facilidade para aprender, não fica horas debruçado nos livros. É um adolescente normal, que tem os amigos dele, sai, vai ao cinema, e que gosta muito de pesquisar na internet'', descreveu.
Depois de obter a primeira colocação numa prova preparatória para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no ano passado, Alex recebeu um convite para fazer o último ano do ensino médio num colégio em São José dos Campos (SP), especializado em preparar estudantes para o vestibular do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).
''Ele recebeu duas bolsas, uma do colégio de Londrina onde ele já estudava e outra de São Paulo. Foi dificíl decidir, mas ele optou por se preparar para o ITA, já que sempre disse que gostaria de estudar algo na área de Matemática ou Engenharia'', comentou Nilce, contando que o filho, que nunca morou fora de casa, hoje vive em um pensionato no interior paulista.
Além de trazer um bom resultado na Olimpíada, Alex quer ganhar um convite para estudar no exterior. ''Se tiver a oportunidade, vou sim'', enfatizou. Segundo Nilce, que tem conversado com o filho por e-mail desde que ele embarcou para o Vietnã, Alex achou a competição interessante e gostou do contato com outros alunos e outras culturas.
''Participando de competições ele já conheceu diversas cidades brasileiras, mas esta foi a primeira viagem internacional dele'', revelou Nilce, confessando que a família toda está orgulhosa e feliz com o desempenho do estudante. ''É uma grande oportunidade, na idade dele, de ter a chance de conhecer lugares diferentes'', completou a mãe, que espera um resultado positivo ao final da Olimpíada, que termina na próxima terça-feira.
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