Disposição para vencer a hipertensão
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sexta-feira, 19 de março de 2004
Fernanda Bressan<br>Reportagem Local 
Balões coloridos em movimento, sorrisos e animação. Foi assim que vários idosos que sofrem de hipertensão participaram das atividades promovidas pela Unidade Básica de Saúde (UBS) do Conjunto Vivi Xavier (Zona Norte de Londrina) em parceria com a Secretaria Municipal do Idoso. Eles tiveram uma palestra com orientações sobre a doença, fizeram atividades físicas usando balões e depois tiveram uma pausa para o lanche da tarde.
A maioria já participa do grupo que se reúne semanalmente na unidade para receber informações, medicamentos e fazer atividades físicas, consideradas essenciais no controle da pressão. A coordenadora da UBS, Maria Eliane Peres Barbosa, apontou que o maior problema da hipertensão é que muitas vezes ela não apresenta sintomas e por isso a pessoa não sabe que está com a pressão alterada. ''A pessoa vai parar no pronto-socorro com infarto e ninguém entende porque'', relatou. Apesar de poucos se tratarem, a Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que 50% da população brasileira é hipertensa.
Quando se manifestam, os sintomas são mal-estar e dor de cabeça e, segundo Eliane, os pacientes acabam culpando o calor ou se acostumando a viver assim, sem suspeitar que têm hipertensão. Iraci Andrade dos Santos, 59 anos, só descobriu que é hipertensa há um ano, quando participou de uma reunião na UBS. ''Minha pressão estava 15 por 9'', recordou. Ela não sentia nada e por isso achava que a saúde estava em dia. Hoje, modificou alguns hábitos como caminhar e diminuir o sal da comida e, com isso, sua pressão se estabilizou em 12 por 8, considerada normal.
Onofra do Prado, 67 anos, também não teve os sintomas da doença. Ela controla a pressão com remédios e também na alimentação. Ontem o dia ''foi dez'', segundo ela. ''É bom porque a gente conversa e se sente bem. Gostei muito da atividade'', salientou.
E estar em paz é um fator importante no tratamento da doença que pode ter no stress um agravante. Além disso, a coordenadora ressaltou que é essencial diminiur a gordura e o sal na alimentação, evitar o uso de cigarro e praticar atividades físicas. ''Dependemos muito da conscientização do paciente porque é uma mudança no estilo de vida'', observou. E o cuidado é imprescindível porque, se não tratada, a hipertensão pode levar à morte por derrame ou infarto.


