Disparo que matou menor em escola não foi acidental
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quarta-feira, 12 de agosto de 1998
Paulo Ubiratan 
O disparo do revólver argentino, calibre 22, que matou o estudante Luciano Dias da Silva, 15 anos, não foi acidental. É o que revela o laudo do Instituto de Criminalística de Londrina. Luciano morreu há quase dois meses quando assistia aula de geografia, no Colégio Estadual Elias Abraão, no Conjunto Maria Cecília, zona norte de Londrina. Ele morreu na hora, na frente dos cerca de 20 colegas de classe.
O perito criminal do Instituto de Criminalística, Geraldo Gonçalves Filho, informa que a arma estava engatilhada quando disparou e alguém teria acionado o gatilho. Esta nova versão contraria o depoimento do menor E.M., 16 anos, que afirmou em seu depoimento à polícia que a arma teria disparado o tiro quando a arma caiu no chão. Podemos garantir que o tiro não foi acidental. O máximo que podemos deduzir foi que a arma foi disparada involuntariamente, afirmou o perito.
A arma pertencia ao aluno E.M. que a teria levado para a sala de aula. Após o disparo o revólver foi encontrado na gaveta da mesa da professora. Segundo depoimento de E.M. e de outros três alunos, a arma teria caído no chão e disparado o tiro. Fizemos uma perícia completa na arma e não encontramos nenhum defeito ou forma que poderia produzir um disparo acidental. Para que isto acontecesse o revólver teria estar engatilhado e cair de uma altura superir a 1,10 metro, o que não aconteceu, disse Geraldo Filho. O laudo será encaminhado à delegada de Menores, Paula Francineti que deverá juntá-lo ao inquérito policial. O inquérito deverá ser remetido ao juiz da Vara da Infância e Juventude, que passará para apreciação da promotoria Edina Maria Silva Paula. Ela deverá pedir ou não a pena para o menor E.M..


