Discussões ainda não foram iniciadas
Por enquanto, ainda não há nada definido em relação à questão dos animais abandonados em Londrina. O gerente de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde, Moacir Gimenez, reconhece que esse problema só aumenta. "A demanda é grande e estamos atrasados muitos anos", destaca.
Ele afirma desconhecer qualquer licitação para um novo projeto do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). Na gestão anterior, uma construção na antiga Fazenda Refúgio (zona sul) chegou a ser anunciada como um futuro centro, mas acabou sendo embargada, depois que os órgãos competentes verificaram que era inadequada, além de ser um local de preservação ambiental. No ano passado o município buscava um novo local. Além disso, por se tratar de saúde, o CCZ deve ter seu projeto aprovado pelo Ministério da Saúde, seguindo normas específicas.
Sobre as campanhas de vacinação contra a raiva, Gimenez explica que o Ministério da Saúde preconiza que nos locais onde não são registrados casos de raiva humana não é obrigatória a vacinação. "Só quando surgem casos isolados de raiva animal, geralmente envolvendo morcegos, que é feita uma campanha na região, mas também vai depender de cada caso. Quanto às campanhas de castração, havia ficado a cargo da Sema (secretaria municipal do Ambiente) e da SOS Vida Animal, que estavam tentando um convênio", explica.
O secretário do Ambiente, Cleuber Moraes Brito, explica que apenas a apreensão de grandes animais é atribuição da Sema. "Legalmente (cães e gatos) não é atribuição nossa, é da Secretaria de Saúde, mas estamos tentando colaborar. O que foi feito no ano passado foi por sensibilidade do antigo secretário", explica, referindo-se à fiscalização de petshops e apoio para averiguação de denúncias de maus-tratos.
De acordo com o Brito, a Sema tem dificuldades para dar conta de suas atribuições, por isso no momento não é possível fazer outros serviços. "Precisamos achar o caminho para trabalhar em conjunto com as outras secretarias. Iniciaremos um trabalho de aproximação com as entidades e podemos envolver também as universidades, buscar parcerias. Estou aguardando passar essa situação da dengue para fazermos uma reunião a respeito do problema, mas já está na nossa pauta", afirma.
Sobre o recolhimento de animais de grande porte, Brito diz que o serviço ainda está suspenso, pois não foi feita a renovação de contrato com a empresa terceirizada. "Já solicitamos a contratação, mas não há previsão de quando isso será feito", ressalta.(E.G.)





