Discussão sobre vagas deve ser ampla, diz secretário
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2003
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, em nota distribuída ontem, garantiu que o projeto de lei que tramita na Assembléia Legislativa, propondo a reserva de vagas nas universidades estaduais para alunos da rede pública, ''não muda em nada a realidade do ensino superior no Estado''. A proposta, de autoria do deputado Fernando Ribas Carli (PP), é de que 35% das vagas sejam destinadas aos alunos que cursaram as três séries do ensino médio em escolas da rede estadual de ensino.
Segundo nota da secretaria, 56,8% dos alunos matriculados em todas as instituições de ensino superior mantidas pelo governo do Estado seis universidades já são provenientes de escolas públicas. Segundo o levantamento oficial, apenas 28,7% dos estudantes seriam oriundos da rede privada.
Para o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldair Rizzi, a questão da reserva de vagas merece uma discussão mais ampla, que leve em consideração o ''conjunto da situação''. Segundo a secretaria, há casos, por exemplo, de alunos que migram para escolas particulares somente no último ano do ensino médio com o objetivo de disputar vestibulares mais concorridos, como o de medicina. Este é o caso de 14,5% dos estudantes matriculados atualmente no ensino superior estadual.
Ao rebater as informações do governo, Ribas Carli reafirmou, ontem, por meio de sua assessoria de imprensa, que ''os dados da secretaria refletem a situação geral das universidades, mas não levam em conta os investimentos do Estado em diferentes cursos e áreas de conhecimento''. O deputado insiste que, na análise por cursos (principalmente os da área biológica como medicina e odontologia), a predominância é de alunos que cursaram o ensino médio em escolas particulares.


