Discussão pela paz mundial deve ser estendida a toda comunidade
A discussão pela paz deve ser estendida para toda a comunidade. Na avaliação de um dos organizadores do seminário Por uma Cultura da Paz, o juiz João Féder, o evento, promovido pela UFPR com apoio da Unesco, demonstrou que quando as pessoas são incitadas a falar sobre assunto, surgem soluções para combater a violência. Nunca é tarde para lutar pela paz mundial, afirma.
Féder ilustra esta luta com os exemplos trazidos pelos palestrantes. Ele apontou o caso do maestro argentino Miguel Angel Estrella. O músico faz trabalhos de socialização de pessoas marginalizadas, como presos e menores abandonados. Pela música, dá-se instrumento para que estas pessoas saíam do mundo da violência e encontrem um caminho melhor para enfrentar a vida, afirma Estrella.
Para o juiz, o seminário serviu também para trazer à tona conflitos, que afligem no momento a sociedade. Ele cita como exemplo a discussão ocasionada entre o governador Jaime Lerner e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST).
Outro ponto importante do evento foi a concessão dos títulos de doutor Honoris Causa para três personalidades que contribuíram na defesa da paz mudial. O cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, Adolfo Perez Esquivel, prêmio Nobel da Paz de 1980, e o professor Jorge Brovetto, assessor em Educação Superior do diretor geral da Unesco.
Féder informa que o próximo encontro será realizado, no ano que vem, em Buenos Aires, Argentina. O juiz espera que, até novo seminário, a discussão e as ações para enfrentar a violência deverão ter evoluída no País.





