Discussão está encerrada, diz diretor
O diretor de Bens da Secretaria Municipal de Gestão Pública, Pedro Afonso Figueiredo, afirma que no âmbito administrativo a discussão sobre o valor oferecido à aposentada Maria Aparecida Berbicz está encerrada. ''O pedido dela (para revisão do valor) foi indeferido pela prefeitura. Agora, qualquer contestação terá de ser feita na Justiça'', sentencia.
Figueiredo alega que somente em maio deste ano a proprietária apresentou os documentos que comprovam a construção de benfeitorias (cômodos em alvenaria, erguidos nos fundos da casa) autorizadas pela prefeitura. Segundo ele, o próprio anúncio de venda feito por Maria em 2005 e utilizado como referência pela Comissão de Avaliação Permanente de Bens não cita a ampliação da área construída. ''Foram mencionados somente os 120 metros quadrados da casa de madeira'', destaca.
O diretor explica que o laudo de avaliação também se baseou no parecer de duas imobiliárias e do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Londrina. ''A lei determina que depositemos em juízo o valor avaliado pela prefeitura (R$ 82 mil) mais a diferença para o maior valor apresentado nos três laudos (de imobiliárias), no caso R$ 95 mil. O juiz vai decidir qual deve prevalecer.''
De acordo com ele, a mesma regra foi aplicada aos dois imóveis ocupados pela Unifil, cuja posse foi assumida pela prefeitura. Um deles foi avaliado pela prefeitura em R$ 83 mil - mas complementado em R$ 17 mil devido à avaliação imobiliária. O outro foi avaliado em R$ 124 mil, mas o depósito teve que ser acrescido em R$ 11 mil. O diretor acrescenta que eram imóveis de 10 a 20 anos mais novos do que a casa de Maria Aparecida, um deles de alvenaria.
''Não temos interesse em prejudicar ninguém. Não se tira a razão da proprietária em contestar, mas o poder público tem que proceder da forma mais transparente possível'', argumenta o diretor. (V.N.)





