Manter horários fixos para dormir e estabelecer ações para programar o organismo para o descanso favorecem o sono profundo e melhoram o aprendizado. A neuropsicopedagoga Edy Simone Del Grossi reforça que mudanças hormonais atrasam o sono dos adolescentes e o ideal seria respeitar o relógio biológico dos filhos. No entanto, a criação de um ‘relógio biológico familiar’ pode ajudá-los a enfrentar a rotina. "Além dos fatores hormonais, os pais estão deixando as crianças e adolescentes muito à vontade. Eles ficam no computador e no tablet por muito tempo. Isso desenvolve uma atenção seletiva voltada para a parte visual e auditiva, mas não estimula funções executivas responsáveis pela organização do pensamento, pela memória e pela atenção. Hoje os filhos estão tomando posição contrária e comandam o próprio tempo. Muito tempo para jogos, muito tempo para a televisão e pouco tempo para a leitura, para a escrita e outras tarefas diárias", aponta.
Além das boas noites de sono, manter uma alimentação saudável e reforçada no café da manhã também favorece a atenção em sala de aula. O hebiatra Renato Moriya também indica a chamada higienização do sono, que consiste em "colocar uma música suave, pelo menos, uma hora antes de dormir; desligar os objetos eletrônicos e a televisão; jantar mais cedo; não beber bebida alcoólica ou cafeína; não dormir no sofá; ir para a cama quando estiver com sono e só fazer uso de medicamentos para dormir quando houver recomendação médica". "Os adolescentes realmente têm muito sono, mas é por causa do momento de vida. Não é preguiça e nem má vontade. Isso tudo é biológico, não é malandragem deles", completa o médico.(V.C.)

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