Disciplina é fórmula usada no Caic
A disciplina rígida foi a fórmula encontrada pela direção do Centro Integrado de Atendimento à Criança e ao Adolescente (Caic), em Cambé, para reduzir os casos de indisciplina e impedir violência dentro da escola. Até mesmo para controlar o fluxo dos estudantes foi montado um controle rigoroso.
Os alunos são obrigados a apresentar uma carteirinha na entrada e a liberação ocorre apenas com a devolução do documento no final da atividade. E não faltam ocupações no contraturno do Caic. São oficinas de futebol, balé, artesanato. De acordo com a direção da instituição, cerca de 70% dos 900 alunos participam das aulas alternativas.
Para a diretora geral Arísia Mendes Gonçalves, o mais difícil foi superar a resistência da coumnidade escolar na implementação das mudanças, mas os resultados são satisfatórios.
''Aqui não há casos graves de violência. Se existe o rumor de uma briga, chamamos os alunos e já resolvemos o problema. Se o aluno quebrou um vidro, ele vai ter de pagar em dinheiro ou em serviço'', garante Arísia. Uma das formas é fabricando tapetes na oficina da escola.
Outras atividades concorridas são o artesanato, o balé e os esportes.Fernanda Roberta de Oliveira, 13 anos, moradora do Jardim Ana Elisa 3, diz que o artesanato é a atividade preferida dela. ''A gente usa caixinhas de leite para fazer vasinhos de flor'', conta.
A produção é vendida em feiras, com objetivo de arrecadar dinheiro para compra de matéria-prima para a própria oficina. A professora Suzi Bento, responsável pelas aulas de artenato, diz que não enfrenta problemas com os jovens. ''São alunos de várias séries que trabalham juntos. Os mais velhos ajudam os mais novos e o clima é bem tranquilo'', ressalta.
Para a responsável pelas aulas de balé, a professora Cassiana de Oliveira Ribeiro, as jovens do Caic têm mais empenho que as de instituições particulares. ''As alunas daqui são mais dedicadas do que a média'', elogia. (F.R.F.)





