Dirigir é não só uma praticidade no dia a dia para quem trabalha, leva os filhos ao colégio, mas também uma forma de liberdade, já que é possível ir e vir sem precisar de outra pessoa. Para quem chegou à terceira idade, continuar dirigindo pode ser fundamental para mostrar que ainda é uma pessoa ativa. No entanto, alguns cuidados são fundamentais.
Dados do Detran de 2010 mostram que há 690,6 mil motoristas acima de 55 anos no Paraná, sendo 36,2 mil em Londrina. ''O período de renovação da habilitação (na terceira idade) será menor. Se antes era de cinco anos, passa a ser de dois em dois, ou até menos, de acordo com critério médico. O profissional de saúde também pode determinar que uma pessoa está impedida de dirigir, caso haja alguma doença que ofereça riscos ao próprio condutor ou a outros motoristas'', explica o coordenador de Educação para o Trânsito do Detran, Juan Ramon Sotto Franco. Ele também atesta que o exame médico fica mais rigoroso.
O neurologista Pedro Garcia Lopes explica que com o envelhecimento há uma perda dos reflexos. Também pode haver dificuldade de movimentos causada por doenças como artroses e reumatoses. ''Com o aumento da expectativa de vida, aumenta também a idade que uma pessoa pode continuar dirigindo. Mas isso depende da vida que o indivíduo leva, quanto ativo ele é'', afirma Franco.
Segundo o médico, quem possui vida mais ativa tem um retardo nas dificuldades, já que a idade causa desgaste, mas a falta de atividade tanto cerebral quanto física faz com que esse desgaste seja maior.
Lopes ressalta que a família é parte importante no processo, já que será responsável por observar o idoso e perceber quando é necessário convencê-lo a parar de dirigir. ''Quando a pessoa se mostra desorientada, começa a errar os caminhos, causa pequenas batidas, arranha o carro na garagem, é hora de parar. A partir dos 70 anos começam as limitações, mas em geral, sem grandes problemas'', explica.

mockup