Diretran quer eliminar 'pontos negros'
Os pontos negros do trânsito de Curitiba, com grande número de acidentes e maior risco para motoristas e pedestres, estão concentrados no centro da cidade. A conclusão faz parte de um estudo da Diretran que pretende reforçar a segurança nestes locais. Dos 21 locais mais críticos, 18 estão nos cruzamentos das principais ruas e avenidas da capital.
Uma das causas apontadas pela Diretran para explicar tanto acidente é a falta de sinalização. No ano que vem, a prefeitura deve investir cerca de R$ 2 milhões na reforma dos cruzamentos. O dinheiro virá do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que sugeriu a avaliação para liberar a verba. O estudo é uma tentativa de melhoria das condições de segurança. Precisamos deixar de matar um monte de gente no trânsito de Curitiba, diz o gerente de engenharia de trânsito da Diretran, Paulo Malucelli.
Outra explicação é a postura do motorista. O curitibano dirige como há 15 anos, mas a cidade cresceu, avalia Malucelli. De acordo com estatísticas da Diretran, o trânsito curitibano mata mais que o de São Paulo. Enquanto há 22,51 vítimas fatais para cada 100 mil habitantes em Curitiba, a capital paulista registra uma proporção de 15/100 mil.
Kraw PenasRua João Negrão com Rua Pedro Ivo: terceiro lugar no ranking de cruzamentos com maior incidência de acidentesO estudo realizado durante seis meses por técnicos das empresas TC/BR, de Brasília, e Dalcon Engenharia, de Curitiba, considera que não existem problemas no fluxo de veículos, mas que a violência precisa ser coibida. Os critérios para se chegar aos locais críticos abordaram o número de atropelamentos, feridos e acidentes com mortes.
Junto com a ausência de sinalização, como placas de orientações e faixas de segurança, o levantamento apontou que motoristas e pedestres são reféns da falta de visibilidade nos cruzamentos. Entre as soluções imediatas está o recuo da zona de estacionamento, que em todos os casos avaliados termina na borda da faixa de pedestres, além de uma melhor iluminação destes pontos. Foi sugerido que os camelôs instalados nas esquinas sejam relocados. O pedestre também deverá ser atingido pelas mudanças. Próximo aos cruzamentos, a Diretran pretende instalar obstáculos para forçar quem anda pelas calçadas a usar a faixa. A meta é baixar os atropelamentos.
A segunda etapa do estudo da Diretran prevê a criação de um Observatório de Acidentes de Trânsito para monitorar diariamente os locais de maior incidência de colisões. O observatório será uma ferramenta de análise que nós não tínhamos, comenta Malucelli.





