Doze membros do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) depõem hoje no 3º Distrito Policial de Joinville (Santa Catarina) no inquérito que investiga a morte do ex-presidente do sindicato Aristides da Silva (foto), 48 anos. Silva, que era conhecido como Tigrinho, foi morto a tiros no dia 14 de março deste ano, na sede do sindicato emá Itapoáá, no litoral catarinense.
Indignados com o comportamento da delegada Maria de Fátimaáá Souza Ignáácio, áque não pediu a prisão preventiva do principal suspeito e chamou toda a atual diretoria para depor, os sindicalistas prometem protestar em frente à delegacia. ‘‘Não sei qual foi a razão dela (a delegada) ter chamado a gente para depor’’, disse o advogado do Sindimoc, Valdenir Dias.
A diretoria do sindicato acusa o ex-diretor Claúdio Coelho Barbosa pelo homicídio. Um carro igual ao de Barbosa - um Santana prateado - foi visto no balneáário horas depois do homicídio. Na época, o delegado de Pinhais, José Carlos de Oliveira, que auxilia nas investigações, interrogou alguns moradores do balneáário que afirmaram ter visto um homem alto e grisalho na companhia de dois rapazes, que teriam saído correndo do bar da colônia de férias do Sindimoc, onde Silva foi assassinado. Conforme as pessoas que estavam no bar no momento do crime, a descrição dos três homens feita pelo pescador é semelhante às características de Barbosa e dos supostos assassinos.
Mesmo assim a suspeita parece recair agora sobre a atual diretoria. ‘‘A delegada não tomou nenhuma providência e agora estão acusando a gente’’, reclamou Marcio Ramos, um dos diretores do Sindimoc, que também vai depor. A delegada Maria de Fátima foi procurada pela Folha, mas não foi encontrada.

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