Diretoria do Iles rebate acusação
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quinta-feira, 17 de julho de 2003
Thiago Mossini<br> Reportagem local 
A diretoria do Institulo Londrinense de Educação de Surdos (Iles) enviou carta à Redação da Folha respondendo denúncia feita pelo Conselho Tutelar de Londrina. Segundo o conselho, o instituto havia se recusado a receber matrícula do garoto A.L.D.P, 9 anos, que sofre de surdez e lesão cerebral. O caso foi encaminhado pelo Conselho Tutelar ao Ministério Público (MP).
Na reportagem publicada na edição do dia 4 de julho, a diretora do Iles, Marina de Fátima Benedito, não quis comentar o assunto. Na época, ela apenas se defendeu das acusações de que teria ameaçado deixar o garoto isolado durante as aulas.
A diretora do Iles se disse surpresa com a denúncia. Isso porque, para Marina de Fátima, o caso já estava solucionado com o encaminhamento de A. para a Classe Especial de Condutas Típicas que o município mantém em cinco escolas públicas.
Na nota enviada à Folha, Marina de Fátima diz também que o menino foi atendido por seis anos no instituto, mas devido aos problemas dele, não houve sucesso. ''Não tendo A. conseguido adquirir uma comunicação funcional, por não interpretar a linguagem, seja oralmente ou em libras, impedindo trocas e aquisição de conceitos, o que inviabilizou a sua escolaridade regular, ficando evidente a necessidade de outro tipo de atendimento'', justifica a diretora, na nota.
A diretora lembra que após várias tentativas e baseada em laudos médicos, A. foi encaminhado à Associação de Proteção aos Autistaas (Apa) no início de 2002 e que a família o retirou em setembro do mesmo ano. Segundo a mãe do menino, ele teria ficado surdo após contrair meningite bacteriana aos sete meses.


