Pais e funcionários da Associação Filantrópica Flávia Cristina, que fica na Zona Norte de Londrina, reuniram-se com a promotora Solange Vicentin na sede do Ministério Público ontem para pedir participação no processo eleitoral de escolha da nova diretoria, previsto para hoje. Nesta eleição concorreria uma chapa única, liderada pela atual presidente Elaine Herrero, fundadora da entidade. No entanto, no encontro, a promotora recebeu uma ligação da advogada de Elaine, informando sobre a renúncia da atual diretoria.
''Vamos formar uma diretoria provisória e alterar o estatuto para dar mais transparência e alternância ao processo eleitoral'', disse a promotora, ressaltando que a própria diretoria da entidade havia solicitado a reunião com os pais na sede do MP e não compareceu. ''É importante que a diretoria formalize a renúncia.''
Ainda segundo Solange, os pais relataram que nunca participaram do processo eleitoral ou de assembleias, e que também não haveria prestação de contas por parte da diretoria, que é a mesma há 14 anos. A promotora vai abrir um procedimento investigatório. ''Vamos verificar se há desvio de dinheiro público ou não.''
Para o professor João Vicente Ferreira, que representa os pais, não há acusações concretas de desvio de dinheiro público, mas os pais querem esclarecimentos. ''Vamos nos reunir em assembleia amanhã (hoje) à noite para impedir que haja eleição caso a diretoria não formalize a renúncia.''
A associação fica na Avenida Saul Elkind e atende cerca de 190 crianças e adolescentes portadores de deficiência intelectual e motora. Entre eles, 80 pacientes realizam tratamento clínico, por meio de convênios para repasses de recursos do SUS, dos governos municipal e estadual e da iniciativa privada.
A FOLHA procurou a direção da associação na tarde de ontem e não encontrou ninguém. A diretora da escola mantida pela entidade, Gelda Alencar, disse que também aguarda as próximas ações da promotoria. (Colaborou Fernanda Borges)

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