Diretoria da Comurb pode ser destituída
Érika Pelegrino
De Londrina
O promotor da 6ª Vara Cível do Fórum de Londrina, José Araídes Fernandes, confirmou que foi convidado pelo prefeito Antônio Belinati (PFL) para fazer parte da nova diretoria da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb). A companhia está sendo investigada pelos promotores Bruno Galatti e Cláudio Esteves, por supostas irregularidades em contratos de licitação pública nos últimos dois anos. As investigações criaram expectativas de substituições de alguns nomes da diretoria do órgão.
Outros nomes também estão sendo cogitados, como o da promotora de Defesa do Meio Ambiente, Maria Lúcia Reichembach, para a diretoria de Manutenção e Serviços, anteriormente ocupada por Rogério Marcolino. Reichembach afirma que foi sondada por José Araídes, mas adiantou que não aceitará. Estou para me apresentar e tenho projetos particulares, afirmou.
O vereador Sidney de Souza (PST) seria o nome indicado para ser o novo diretor administrativo, no lugar de Eduardo Alonso. Souza disse que ainda não foi sondado, mas que se for consultado irá pensar se aceita ou não. Não quero me precipitar, disse. Paulo Franzon e Fernando Barros, ex-diretores da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab), são outros nomes cogitados para compor a nova diretoria da Comurb.
Ontem, no final da tarde, foi realizada uma reunião com o Conselho Administrativo da companhia. Os vereadores Célio Guergoletto (PMDB) e Sidney de Souza (PST), que são conselheiros da Comurb, participaram da reunião. Guergoletto afirmou que a reunião durou apenas cinco minutos e que ao contrário do que imaginou não discutiu-se a possível destituição da diretoria da companhia. Foi uma reunião apenas para comunicar sobre o pedido de demissão do diretor de Manutenção e Serviços Rogério Marcolino , afirmou.
Rogério Marcolino não chegou a ficar um mês no cargo e pediu demissão por motivos particulares, segundo informações da assessoria de imprensa da Comurb. Embora seja membro do Conselho Administrativo da Comurb, Célio Guergoletto afirmou que não tinha conhecimento dos processos de licitação da companhia.
Estes altos valores não chegam até ao conselho. Nós tinhamos apenas a incumbência de aprovar mudanças de diretores, contratação de pessoal, entre outras coisas menores, afirmou.
As investigações por irregularidades começaram a ser realizadas na Comurb, assim que a promotoria de Defesa do Patrimônio Público e a promotoria de Investigações Criminais encerraram as investigações na Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), em julho passado. Na AMA também foram detectadas supostas irregularidades contratuais.
Após escutar o secretário de Governo, Wilson Mandelli, ontem pela manhã, os promotores Bruno Galatti e Cláudio Esteves viajaram no começo da tarde para Maringá para dar continuidade às investigações na Comurb. Galatti não quis adiantar o motivo específico da ida à Maringá. Ela afirmou ainda que as investigações estão sendo realizadas dentro do tempo necessário e que não irá precipitar a sua conclusão.
As investigações têm um rumo traçado, que será seguido dentro do tempo adequado, quando serão ouvidos todos os envolvidos, afirmou Galatti. O promotor confirmou que o ex-secretário de Governo da administração municipal, Gino Azzolini, será o próximo a depor.





