Diretoria da Acalon renuncia.
Coordenador-geral deve voltar
Áureo Nogueira
A diretoria da Associação da Criança e do Adolescente de Londrina (Acalon) renunciou ao mandato que se encerraria somente em maio do ano que vem. A entidade mantém a Escola Oficina, na conjunto João Paz, zona norte da Cidade. A escola atende cerca 120 menores em situação de risco (crianças que vivem na rua, por exemplo).
A Acalon e a Escola Oficina entraram em crise com o afastamento do coordenador-geral Márcio de Jesus Filla, no mês passado.
Para discutir o assunto, ontem à noite houve uma reunião entre entidades que tratam da questão dos menores. Participaram representantes dos conselhos municipal e estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, Secretaria Estadual da Criança e Assuntos da Família, Secretaria Municipal de Ação Social, além da promotora especial de Defesa da Criança e do Adolescente de Londrina, Solange Novaes Vicentin.
As entidades indicaram nomes para compor uma comissão provisória e dirigir a Acalon. Os nomes indicados serão submetidos ao juiz especial da Criança e da Juventude, Dimas Ortêncio de Melo. A expectativa é que o juiz nomeie os novos diretores da entidade ainda hoje.
A comissão provisória terá como objetivo reorganizar a Escola Oficina, implantando estatuto e regimento interno na instituição. Assim que a nova diretoria for empossada, o coordenador-geral afastado, Márcio Filla, o coordenador pedagógico, Sílvio Ribeiro, e a psicóloga Maria Mercês Peixoto - que haviam pedido afastamento por discordarem da demissão de Filla - devem reassumir suas funções na Escola Oficina.
A diretoria da Acalon renunciou depois do afastamento do coordenador-geral, Márcio Filla, no mês passado. O ex-presidente da Acalon, Ailton Paschoal, afastou Filla alegando divergências sobre questões pedagógicas da escola.
A crise na direção da Acalon e da Escola Oficina repercutiu mal também entre os alunos. Alguns deixaram de frequentá-la e voltaram para as ruas. No dia do afastamento de Márcio Filla, houve tumulto.
Crianças e adolescentes protestaram contra o afastamento do ex-coordenador-geral e chegaram a quebrar algumas vidraças da escola. A Polícia Militar teve de ser chamada para controlar a situação.

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