Diretoria assume disposta a solucionar os velhos problemas
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quarta-feira, 23 de abril de 1997
Osmani Costa 
Mário CesarFôlego novoWagner dos Santos, Orias Machado e Laura Dias: mandato de 3 anos e muitos problemas para resolver Os 12 novos diretores da Associação de Moradores do Conjunto Habitacional Maria Cecília (zona norte) tomam posse hoje, às 20 horas, no centro comunitário daquele bairro, preocupados e dispostos a lutar para a solução de cinco grandes e antigos problemas: falta de creche, falta de rede de esgoto sanitário, falta de locais adequados à prática de esportes, falta de cursos profissionalizantes, e má sinalização das ruas em relação ao trânsito. O Maria Cecília, inaugurado em 1983, é o maior conjunto de Londrina, com quase duas mil casas populares e cerca de dez mil habitantes.
A diretoria terá um mandato não remunerado de três anos e será presidida pelo assistente administrativo Wagner Evangelista dos Santos. A vice-presidência será ocupada pelo comerciante Orias Mateus Machado. A chapa foi eleita no último dia 6 com 500 votos, contra 166 votos dados à chapa concorrente.
Além de negociar com as autoridades e órgãos públicos a solução de nossos problemas concretos, nosso principal objetivo à frente da associação será abri-la para uma efetiva participação de todos os moradores do bairro, afirma Wagner dos Santos.
Segundo ele, os dois maiores problemas do conjunto são a falta de creche e de rede de esgoto. Isso é um absurdo. Dos nossos dez mil habitantes, cerca de três mil são crianças em idade de frequentar creches, e nosso bairro não conta com nenhuma. Os menores são transportados diariamente para creches de outros bairros e até mesmo do centro da Cidade. Em muitos casos, as mães deixam de trabalhar fora, perdem oportunidades de emprego e são obrigadas a ficar em casa cuidando dos filhos pequenos, comenta o novo presidente da associação.
Apesar de ser o maior de Londrina, nosso conjunto não possui um metro de esgoto sanitário. A maioria dos quintais já tem quatro ou cinco fossas e não existe mais com espaço para a perfuração de novas. Em alguns casos, a remoção de terra do quintal está prejudicando a estrutura das casas e trazendo riscos de acidentes, explica Orias Machado. Logo depois da nossa posse vamos tentar reabrir as negociações com a Sanepar, a Prefeitura e a Cohab para tentarmos resolver esta questão. A falta de esgoto sanitário tratado traz também uma série de doenças aos moradores do Maria Cecília.
A costureira e conselheira fiscal Laura Dias da Silva se diz preocupada com a falta de sinalização para o trânsito de automóveis nas ruas do bairro. O problema é mais sério perto das escolas, praças e do centro comunitário, por onde passam muitas crianças. Segundo ela, a situação gera risco de acidentes e alguns atropelamentos de menores e idosos. Ela lembra ainda a necessidade da instalação de novos quebra-molas e da construção de calçadas em muitas ruas.
Wagner dos Santos adianta que reivindicará às autoridades uma ampla reforma no campo de futebol do bairro e o oferecimento de cursos preparatórios de mão-de-obra com vista à futura implantação do novo parque industrial na zona norte. Necessitamos de treinamento e de cursos profissionalizantes que preparem nossos jovens e adultos para os novos empregos que, segundo promessas da Prefeitura, serão criados na zona norte nos próximos anos.


