Os 30 diretores e vice-diretores de escolas estaduais da região de Maringá reprovados no teste seletivo da Secretaria de Educação, no final de agosto, vão ingressar com ações na Justiça contra o governo do Estado. O teste foi incluído este ano nas regras da eleição para diretores.

Nas 106 escolas dos 25 municípios do Núcleo Regional de Educação de Maringá, participaram 884 candidatos. Do total, 201 não compareceram ao teste seletivo, 445 foram aprovados e 238 reprovados. Entre os não aprovados, 30 já são diretores ou vice e boa parte tem apoio da comunidade. Ontem, representantes da Associação de Diretores das Escolas Públicas da Rede Estadual (Adee) na região reuniram professores, alunos e pais para comunicar a decisão. Os reprovados não aceitam a forma como o processo de eleição vem sendo conduzido pelo governo.

A entidade considera que a aplicação do teste tem ''sérios vícios'' e as mudanças de regras ''visam prejudicar'' as pessoas que participaram da avaliação. Até diretores aprovados defendem os ''desclassificados''. ''Vamos contestar na Justiça as manobras do governo na eleição'', desabafa a professora Maria Aparecida Fulgêncio Fundazzi, candidata aprovada.

Os principais pontos criticados pelos diretores são o grau de dificuldade do teste, pouca aplicação do conteúdo no cotidiano escolar, tempo reduzido para responder a prova (60 questões em três horas), mudança de peso das questões e de critérios de classificação, além da falta de divulgação do resultado individual. Maria Aparecida destaca ainda que a Secretaria de Educação quer agora analisar cada candidato classificado.

A Adee está mobilizando as entidades em outras regionais, para que diretores e vice reprovados ingressem também na Justiça. A entidade quer a revisão das regras para a eleição. A chefe do Núcleo Regional de Ensino, Dilce Genari, disse que o processo está definido por decreto e alegou desconhecer o movimento dos reprovados.

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