Diretores de 57 escolas de Londrina e região se reuniram ontem à tarde no Instituto Estadual de Educação de Londrina (IEEL) com o chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE), Rony dos Santos Alves, para discutir, entre outros assuntos, a forma de atendimento recebida por parte da chefia e departamentos do Núcleo. Vários diretores demonstraram descontentamento com a dificuldade de falar com Alves, mesmo que seja por telefone.
O desencontro de informações, o atendimento da ouvidoria do NRE, a autonomia escolar e esclarecimentos quanto à Legislação Escolar também integraram a pauta da reunião, convocada pela Associação dos Gestores das Escolas Públicas Estaduais do Núcleo de Londrina (Agenlon). ''Percebemos que a chefia tem pouco tempo para nos atender, e quase sempre os horários agendados são desmarcados. De uns meses para cá, já nem tento mais marcar horário'', reclamou a diretora do Colégio Estadual José de Anchieta, Geni de Lourdes Perineta.
Para Sandra Regina Rodrigues do Amaral, diretora do IEEL e ex-chefe do NRE, falta boa-vontade aos funcionários. ''O argumento de que o Núcleo não conta com um bom sistema de telefone não verdadeiro. Há ramais suficientes, e quando ligamos lá o telefone toca diversas vezes e ninguém atende. Então o problema não é de falta de estrutura, e sim humano.''
O chefe do NRE admitiu que tem uma agenda lotada, que muitas vezes dificulta o acesso dos diretores. Ele prometeu, porém, dedicar dois dias da semana somente ao atendimento às direções das escolas. ''É preciso estreitar as relações entre Núcleo e escolas'', afirmou. Segundo Alves, a estrutura do NRE é pequena diante das necessidades dos 19 municípios atendidos. Ele lembrou ainda ''que desde que o Núcleo existe, sempre houve reclamações''.

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