Diretores pedem a volta da Patrulha Escolar
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quarta-feira, 08 de maio de 2002
Emerson Dias<br>Reportagem Local 
Cordenadores e diretores de escolas sediadas em diversos bairros de Londrina e Cambém querem a volta da Patrulha Escolar projeto que era mantido pela Polícia Militar até o ano passado para reduzir o índice de criminalidade próximo e até dentro dos estabelecimentos. Na reportagem publicada pela Folha ontem, a mãe de um aluno da Escola Estadual Vani Ruiz Viessi, no Jardim São Lourenço (zona sul), denunciou que o filho foi pressionado por supostos delinquentes a pagar R$ 1,00 para que não tivesse sua bolsa roubada.
A reportagem ouviu ontem vários diretores, que confirmaram que casos de violência são comuns. Eles destacaram o consumo de drogas, pequenos assaltos e a intimidação de gangues como as principais dificuldades enfrentadas nos bairros mais afastados do centro.
Sabemos de assaltos envolvendo estudantes, ocorridos nas proximidades da escola, onde os bandidos levam até bicicleta. O policiamento precisa aumentar, disse o diretor do colégio Paulo Freire (Jardim Piza, zona sul), Paulo Cesar Zanone.
Ouvimos que o pedágio aqui é pago pelos moradores aos bandidos. Isso acaba revoltando os estudantes, que são filhos destes pais ameaçados, comentou o diretor da Escola Olavo Garcia da Silva (Conjunto Avelino Vieira, zona oeste), José Carlos de Paula. Tivemos recentemente um caso de assalto dentro da escola, mas não sabemos quem foi porque em nossa região impera a lei do silêncio. A polícia precisa estar mais presente, reivindicou Eliana Nascimento, supervisora do Colégio 11 de Outubro, localizado no Jardim Novo Bandeirante, em Cambé.
O caso do estudante da zona sul que teve de pagar pedágio surpreendeu a chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE), Sandra Regina do Amaral. A nossa proposta é envolver mais a comunidade para tentar solucionar problemas como este, afirmou Sandra. Fizemos uma reunião com o comando da Polícia Militar na última sexta-feira, quando apresentamos a situação de todas as regiões da cidade, explicou a chefe do NRE, referindo-se às informações passadas por 11 diretores das principais escolas de bairro.
O comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Rubens Guimarães, disse que, apesar das dificuldades, o presença de policiais nas escolas continua. Guimarães comentou ainda que estudantes, pais e diretores devem levar todas as ocorrências ao conhecimento do Batalhão da PM para que providências sejam tomadas mais rapidamente.


