Os diretores dos dois hospitais secundários (que atendem casos de média complexidade) de Londrina foram afastados do cargo no último final de semana. Elzo Carreri, do Hospital da Zona Norte (HZN) e Ourides Pinheiro, do Hospital da Zona Sul (HZS), deixaram suas funções respectivamente na sexta e na quinta-feira. Segundo informações obtidas nos hospitais, a diretora clínica do HZN, Vera Marvule, assumiu a direção geral da instituição, enquanto no HZS está sob comando do médico Marcelo Agudo Carvalho Mendonça.
Segundo o secretário de Estado da Sáude, Gilberto Martin, a decisão de afastar os diretores foi motivada pela contratação não autorizada de 50 funcionários para os serviços de limpeza e manutenção dos dois hospitais. Martin esclareceu que a contratação, por pregão eletrônico, na modalidade registro de preço, está prevista no plano de expansão das duas instituições, que atualmente passam por reformas. De acordo com o secretário, porém, os novos funcionários só devem ser contratados ao término das obras, previsto para outubro ou novembro. ''Neste momento eles não são necessários nos hospitais'', informou Martin.
Para o secretário, houve uma condução equivocada do processo administrativo por parte dos dois diretores. ''Eles solicitaram os recursos humanos de imediato, criando problemas de ordem administrativa e de quebra de hierarquia. Diante da estrutura da Secretaria (a contratação) geraria uma situação de difícil gerenciamento.'' Martin definiu como um ''fato muito grave'' o ocorrido e disse não ter tido outra alternativa senão ordenar o afastamento de Carreri e de Pinheiro. Além dos dois diretores, também foi afastada, pelo mesmo motivo, a chefe da Divisão de Contratos e Convênios da secretaria, Bernadete do Rocio Silva. ''Um processo como este tem que obedecer a um planejamento'', ressaltou o secretário.
Martin disse tratar-se de ''uma medida desconfortável'', mas que a preocupação maior tem que ser com a estrutura hierárquica administrativa, sob pena de perder-se o seu controle. ''Estou encaminhando o processo de exoneração para a assinatura do governador. É um processo irreversível'', garantiu o secretário. Os 50 funcionários contratados tiveram os contratos de trabalho suspensos.
Procurado pela reportagem, Elzo Carreri disse não poder falar sobre o assunto, mas informou que não havia sido exonerado. Ourides Pinheiro não foi localizado para falar do afastamento.

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