Diretores de escolas cobram Fundo Rotativo
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 24 de fevereiro de 1999
Marcos Zanatta 
Cerca de 80 diretores de escolas estaduais da região de Maringá decidiram ontem formar uma comissão que vai cobrar dos deputados e do governo a liberação do Fundo Rotativo. O dinheiro, equivalente a R$ 0,70 por aluno, serve para a manuteção das escolas e não é repassado desde novembro. Se não tivéssemos o dinheiro da APM, as aulas não teriam começado, diz a diretora Edith Dias de Carvalho, que é presidente da Associação dos Diretores das Escolas Estaduais de Maringá. Na região, há 113 escolas e mais de 100 mil estudantes na rede estadual.
Os diretores da região de Maringá se reuniram pela primeira vez no dia 6 de fevereiro, para iniciar um debate em torno da falta de repasse do fundo. Como o governo acenou com uma possível liberação no dia 8 de fevereiro, ficou acertada uma trégua de 10 dias. Já se passaram mais de 15 dias e ninguém fala em liberação. Nem atendendo os diretores a Fundepar está, lamenta Edith. A situação é a mesma em todo o Estado, mas nós vamos iniciar um movimento por Maringá, avisa.
Além da contribuição cobrada pela APM no ato da matrícula, o que está ajudando as escolas são as doações. Saímos atrás de carteiras e cadeiras usadas para não deixar que os estudantes assistissem às aulas em pé, afirma a diretora.


