Cerca de 80 diretores de escolas estaduais da região de Maringá decidiram ontem formar uma comissão que vai cobrar dos deputados e do governo a liberação do Fundo Rotativo. O dinheiro, equivalente a R$ 0,70 por aluno, serve para a manuteção das escolas e não é repassado desde novembro. ‘‘Se não tivéssemos o dinheiro da APM, as aulas não teriam começado’’, diz a diretora Edith Dias de Carvalho, que é presidente da Associação dos Diretores das Escolas Estaduais de Maringá. Na região, há 113 escolas e mais de 100 mil estudantes na rede estadual.
Os diretores da região de Maringá se reuniram pela primeira vez no dia 6 de fevereiro, para iniciar um debate em torno da falta de repasse do fundo. Como o governo acenou com uma possível liberação no dia 8 de fevereiro, ficou acertada uma trégua de 10 dias. ‘‘Já se passaram mais de 15 dias e ninguém fala em liberação. Nem atendendo os diretores a Fundepar estᒒ, lamenta Edith. ‘‘A situação é a mesma em todo o Estado, mas nós vamos iniciar um movimento por Maringᒒ, avisa.
Além da contribuição cobrada pela APM no ato da matrícula, o que está ajudando as escolas são as doações. ‘‘Saímos atrás de carteiras e cadeiras usadas para não deixar que os estudantes assistissem às aulas em p钒, afirma a diretora.

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