O presidente, pastor Jonas João Rossi, e a vice-presidente, Edna França de Abreu, da Casa-lar de Jaguapitã têm 10 dias para apresentarem suas defesas na ação de intervenção movida pelo Ministério Público de Jaguapitã. Eles abriram uma filial da Casa-lar em Londrina irregularmente, para onde trouxeram seis adolescentes e três crianças em janeiro deste ano, sob a alegação de que precisariam de tratamento médico; deixando outras 10 crianças na Casa-lar de Jaguapitã em situação de abandono.
A filial em Londrina foi fechada na quinta-feira e as adolescentes e crianças que lá estavam foram mandadas de volta para Jaguapitã. Apenas o garoto J.A., 6 anos que tem hidrocefalia e encontrava-se com saúde delicada permaneceu em Londrina, com Edna de Abreu até que tenha condições de viajar para Jaguapitã.
Segundo a promotora Fábia Gimenez, a atitude do presidente e vice-presidente da entidade deixou a população de Jaguapitã indignada já que a matriz ficou abandonda. A promotora disse que com a ida de Edna de Abreu para Londrina, a casa de Jaguapitã teve que ser assumida por uma funcionária da Prefeitura. E com o afastamento de Edna e do pastor, uma diretoria provisória assumiu a entidade.
Doações, móveis, e a alimentação passaram ser destinadas apenas para a filial em Londrina. A Casa-lar de Jaguapitã foi criada por igrejas evangélicas há seis anos e atende adolescentes e crianças abandonados.
A Folha tentou falar com Edna França de Abreu mas ela disse que não poderia atender porque estava cuidando de J.A. que não estava bem. O pastor Jonas João Rossi, segundo a promotora Fábia Gimenez não tinha sido encontrado.

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