Diretores da rede pública rejeitam novas eleições
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terça-feira, 30 de setembro de 2003
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba Os diretores das escolas públicas estaduais rejeitam novas eleições para este ano. O novo processo seletivo havia sido decidido pela Secretaria de Estado de Educação há cerca de um mês e meio, quando uma decisão do Tribunal de Justiça (TJ) anulou o Decreto Estadual 4.313 que regulou a última eleição, realizada em 2001. A Associação Paranaense dos Administradores Escolares (Apade), que representa os diretores, se reuniu ontem com o secretário Maurício Requião, mas não houve acordo. A data das novas eleições ainda não foi marcada pelo governo.
''Os diretores foram eleitos por três anos e devem permanecer no cargo até concluirem seus trabalhos. Estamos brigando pelos que passaram por um processo eleitoral e não pelos interventores que o Estado colocou em algumas escolas'', disse o assessor jurídico da Apade, Dino Zambenedetti.
Mas, segundo o secretário-geral do Sindicato do Trabalhador em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), Luiz Carlos Paixão da Rocha, ''muitas escolas tiveram um único candidato, houve um teste seletivo para decidir quem podia se canditar ou não e outras mudanças que tornaram as últimas eleições anti-democráticas''. Segundo o sindicato, das 2.260 escolas, 1,7 mil tiveram processos irregulares.
A Apade alega que a ação de inconstitucionalidade não tem valor, pois o governador Roberto Requião (PMDB) já havia assinado um decreto, de número 450, anulando o 4.313 em fevereiro. A assessoria jurídica informou que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) já ajuizou um recurso tendo por base esse argumento. Rocha acredita que esse fato só reforça ainda mais a necessidade de novas eleições.
A assessora jurídica da Secretaria da Educação, Fabiana Galera Severo, diz que é fato que as eleições vão acontecer, só não se sabe se para todos os diretores. Caso não haja um acordo, a Apade pretende entrar com um mandado de segurança para os diretores que quiserem manter seus cargos.


