Os diretores da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), da prefeitura de Londrina, pediram exoneração ontem. O pedido foi prontamente aceito pelo prefeito Antonio Belinati (sem partido). A demissão está relacionada com as denúncias, feitas no mês passado, de superfaturamento num contrato entre a autarquia e a empresa Tâmara-Serviços Técnicos Ltda, para a roçagem de terrenos em Londrina.
No final da tarde, o prefeito anunciou que Sandra Graça vai assumir interinamente a presidência da AMA, acumulando o cargo com a chefia de gabinete.
As suspeitas contra o contrato assinado pela Ama foram levantadas pela vereadora Elza Correia (sem partido). Na época, ela disse que havia recebido denúncias contra a autarquia. ‘‘Elas chegaram sem provas materiais. Como o promotor Bruno Galatti tem meios mais eficazes para realizar as investigações, levamos o problema até ele’’.
Segundo o procurador-geral do Município, Eduardo Duarte Ferreira, Belinati encaminhou um ofício ao promotor de Defesa do Patrimônio Público, Bruno Galatti - que está apurando as denúncias -, colocando toda a equipe da prefeitura à disposição de Gallati para que ele tenha liberdade para realizar a investigação.
‘‘Foi um ato de grandeza dessa equipe pedindo demissão’’, disse Ferreira, que considera que desta forma o promotor terá mais liberdade para trabalhar e apurar as denúncias. ‘‘A preocupação do nosso prefeito é que tudo seja devidamente esclarecido’’.
Ontem a Folha ligou para o telefone celular do ex-presidente da Ama, Mauro Maggi, mas a pessoa que atendeu disse que ele estava em uma reunião e que não poderia atender a reportagem. Apesar da insistência para que desse retorno à ligação, até às 19 horas ele não havia ligado.
Todo o trabalho de investigação será acompanhado pelo auditor da prefeitura, Kakunen Kyosen, que também acumula a função de presidente da Companhia de Urbanização de Londrina.

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