Há pouco mais de um mês da implantação da Patrulha Escolar Comunitária em Londrina, os diretores dos colégios estaduais já puderam sentir diferenças na segurança das escolas. A avalição foi apresentada ontem em uma reunião no Núcleo Regional de Educação (NRE).
A diretora geral da Escola Estadual Evaristo da Veiga, Ariane Bortolotti Fiumare, classificou o trabalho dos policiais como exemplar. No início do mês, uma equipe da patrulha foi chamada à escola para resolver uma briga entre dois alunos. ''Essa situação é atípica no colégio. Abrimos uma turma de ensimo fundamental regular, que é a única no período noturno. Com isso, veio gente de todas as regiões para cá e tivemos algumas confusões que já foram controladas.''
Para melhorar a segurança na instituição os policiais sugeriram algumas alterações, como aumentar o alambrado. ''Já encaminhamos o pedido para a Secretaria de Educação, agora estamos esperando a liberação da verba pelo Instituto de Desenvolvimento Educacional do Paraná (Fundepar)'', contou Ariane. Com o consentimento dos pais dos alunos a polícia realizou uma revista no colégio, mas nada foi encontrado.
De acordo com o 1º tenente da Polícia Militar (PM) e coordenador técnico do projeto no interior do estado, Alexandre Bruel Stange, é preciso ouvir a opinião dos diretores pois este trabalho é uma parceria entre profissionais da área de segurança pública e da educação.
Desde fevereiro, 18 policiais e seis viaturas foram direcionados para a patrulha. Em Londrina existem quase 200 escolas estaduais e municipais. O projeto, segundo o capitão do 2º Batalhão da PM, Roberto de Moura Rocha, existem cinco fases sendo que a primeira é a vistoria dos colégios e o contato com os diretores. ''Em um momento posterior vamos promover palestras para pais e alunos. O objetivo da patrulha é fazer um trabalho de prevenção e não só repressivo.''

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