O promotor de Defesa da Saúde Pública, Paulo Tavares, toma hoje, às 14 horas, o depoimento da diretora-executiva da Secretaria Municipal de Sa© úde, Margareth Shimiti, e da diretora de gestão de pessoal, Cláudia Hildebrando, sobre o caso de médicos que não cumprem a carga horária contratual para atuação pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Na terça-feira passada, a presidente do Conselho Estadual de Saúde, Joelma Aparecida Carvalho, havia confirmado, em depoimento a Tavares, a denúncia feita no 6º Seminário Regional do Ministério Público, sobre profissionais da área médica que não cumprem a carga horária determinada em contrato. Outros membros de conselhos locais e regionais também confirmaram que já constataram a situação em postos de saúde da cidade.
''No depoimento, foram pontuadas duas ou três unidades de saúde. A maior parte da denúncia foi feita de modo genérico'', revelou o promotor Tavares. Ele declarou ainda que pretende tomar depoimentos de usuários do sistema público de saúde em Londrina. A ausência dos médicos nos horários previstos foi apontada por autoridades do setor e membros de conselhos como uma das possíveis causas da superlotação enfrentada pelos hospitais públicos novamente durante esta semana. A diretora Margaret Shimiti já havia admitido ter conhecimento do caso dos médicos faltosos.
Tavares também deverá questionar as diretoras da Secretaria Municipal de Saúde sobre o cumprimento da lei que determina a afixação dos horários dos médicos nas UBS. O promotor afirmou, no entanto, que a conselheira Joelma declarou não ter conhecimento de nenhum posto de saúde que cumpra a determinação. ''Com a afixação dos horários, a população teria mais mecanismos para cobrar a presença dos médicos nos postos'', destacou.
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