Diretora entra com ação para retomar comando da Apae
Giovani Ferreira
De Curitiba
Os antigos diretores da Associação dos Amigos dos Excepcionais de Curitiba (Apae) que foram afastados com o processo de intervenção da entidade, entraram com um recurso no Tribunal de Justiça para reassumir suas funções. Com força de uma liminar, a Federação das Apaes no Paraná interviu na entidade depois de receber uma série de denúncias sobre irregularidades que estariam sendo cometidas na administração.
A vereadora Jane Rodrigues, presidente que foi destituída, explicou que pretende ganhar na Justiça o direito de continuar no comando da entidade até que todos os fatos sejam esclarecidos. Jane continua entendendo que a intervenção foi indevida, uma vez que o Ministério Público já vinha realizando uma auditoria dentro da Apae desde o dia 23 de julho. Porque eles não esperaram o resultado do Ministério Público, disse ela, afirmando que a intervenção não era necessária.
As supostas irregularidades que estão sendo investigadas foram denunciadas por funcionários da instituição. Segundo Jane, esses funcionários não representam nem 10% do total de 300 que trabalham na Apae. A vereadora, que reconhece a existência de problemas com processos trabalhistas, disse que as demais denúncias são infundadas. Entre as irregularidades apontadas está o não recolhimento do FGTS há pelo menos dois anos, desvio de função de funcionários, falta de professores especializados e material para trabalhos artesanais e abuso de poder da presidente. Mesmo com relação às ações trabalhistas, Jane disse que tudo já estava sendo resolvido antes de serem feitas as denúncias.
O recurso impetrado pelos antigos diretores tem por base o artigo 42 do Estatuto da Apae, que diz: Diante de irregularidades existentes e apuradas em uma Apae, estas deverão ser notificadas, marcando-se prazo para sanarem as irregularidades ou convocando-se uma assembléia geral para decidir sobre a destituição da diretoria faltosa, elegendo-se nova diretoria. Jane Rodrigues se mostra indignada, porque a intervenção aconteceu antes mesmo que os diretores pudessem esclarecer os fatos.
Já a procuradora geral da Federação das Apaes no Paraná, Angelina Carmela Romão Mattar Matiskei, disse que sempre que surgem casos como este, é praxe a direção se afastar para dar mais transparência à apuração dos fatos. Segundo ela, isso não aconteceu com a antiga diretoria.
A Apae está há 13 dias sendo administrada por interventores da federação. O resultado da auditoria deve ser apresentado pelo Ministério Público na próxima semana o resultado da auditoria.





