|
  • Bitcoin 153.386
  • Dólar 5,0539
  • Euro 5,2599
Londrina

Cidades

m de leitura Atualizado em 05/05/2022, 16:32

Diretora é afastada após apresentação polêmica do Dia das Mães

Prefeitura de Rolândia também abriu sindicância para apurar evento com músicas de teor sexual em escola; defesa vê medida desproporcional

PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 05 de maio de 2022

Pedro Marconi - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

Foto: Divulgação
menu flutuante

A secretaria municipal de Educação de Rolândia (Região Metropolitana de Londrina) decidiu afastar por 60 dias do cargo a diretora da escola municipal Parigot de Souza, no jardim Novo Horizonte, após a polêmica apresentação do Dia das Mães. Nesta semana, vídeos do evento, que aconteceu na segunda-feira (2), viralizaram nas redes sociais e foram criticados pelas famílias. Várias mães também saíram em defesa da unidade. 

Nas imagens, uma cantora convidada apresenta músicas com teor sexual e consideradas impróprias para crianças menores de dez anos, que é a faixa etária da instituição. De acordo com o município, foi aberta uma sindicância para apurar os fatos e uma nova diretora será nomeada para assumir a escola de forma interina. As medidas passaram a valer na quarta-feira (4). 

Em nota, a prefeitura ainda declarou que “todas as instituições recebem capacitações e orientações quanto ao currículo pedagógico desenvolvido na rede municipal e devem trabalhar as datas comemorativas dentro das diretrizes curriculares”. Também afirmou que “não compactua com a conduta praticada na escola Parigot de Souza” e que foi um “caso isolado." 

LEIA TAMBÉM: UTFPR oferece vagas por transferência e aproveitamento de cursos

Advogado da diretora afastada, Márcio Pierin afirmou que a servidora também foi surpreendida com as canções. “A cantora tem um parente em Rolândia, estaria na cidade na data da homenagem e se ofereceu para a diretora para fazer um show com as crianças. Tiveram as músicas sertanejas, com palavras intituladas de cunho sexual, mas que ela cantou de livre espontânea vontade. Ela não pronunciou as palavras, mas as crianças começaram a cantar. A diretora viu o descontentamento e pediu para a cantora parar de cantar, o que foi atendido”, relatou. 

Pierin ainda classificou como desproporcional a decisão do município e destacou que a diretora é “uma pessoa de índole ilibada”. “A artista foi à escola com autorização do superior da diretora. Ou seja, foi resguardada pela autorização do superior. Se teve sindicância para ela, também deve ter para quem autorizou”, criticou. 

Receba nossas notícias direto no seu celular! Envie também suas fotos para a seção 'A cidade fala'. Adicione o WhatsApp da FOLHA por meio do número (43) 99869-0068 ou pelo link wa.me/message/6WMTNSJARGMLL1.