Diretora admite reutilização de caixões
A superintendente da Acesf, Cláudia Prochet, admite a reutilização dos caixões de madeira, mas não sabe precisar qual o tempo de vida útil deles. Pode ser um dia ou mais de um mês. Ela afirma que os funcionários fazem uma limpeza com água e sabão e disso depende a conservação das urnas.
De acordo com Cláudia Prochet, os caixões são reaproveitados para sepultamentos de membros amputados de pacientes, quando a família decide não enterrar. O enterro de indigente à noite, diz, é fantasia. A possibilidade de contaminação dos funcionários, segundo ela, será eliminada depois que a Acesf tiver adquirido caixões com revestimento interno de zinco, mais fáceis de limpar. Ela também garante que irá verificar se os motoristas que acompanham os preparadores de corpo estão usando o Equipamento de Proteção Individual (EPI). As botas, segundo Cláudia, já foram compradas e serão distribuídas.
A remoção de corpos putrefatos, explica a superintendente, será realizada em parceria com o Instituto Médico-Legal (IML). O veículo apropriado, com divisória, já teria sido solicitado junto à Secretaria Estadual de Segurança. Os carros usados pela Acesf realmente não são adequados para corpos em estado de putrefação, concorda Cláudia Prochet. Ela não vê muito problema em relação ao traslado de caixões sem a divisória quando é dentro do perímetro urbano, já que os motoristas dirigem na defensiva.
Na opinião de Cláudia Prochet, a legislação não obriga ter refeitório na Acesf e se os funcionários optarem por alimentação no local, deverão pagar R$ 2,00 por refeição. Ela informa que a Acesf tem 80 funcionários concursados e uma folha de pagamento de R$ 110 mil mensais.
A Câmara de Londrina aprovou há cerca de 15 dias uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar os preços elevados dos serviços e produtos prestados pela Acesf. Devido ao recesso parlamentar, os vereadores começam os trabalhos a partir de agosto. (M.B.)





