Diretor visita IML, mas não traz solução
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terça-feira, 25 de junho de 2002
Telma Elorza<BR>Reportagem Local 
O diretor-geral do Instituto Médico-Legal (IML) do Paraná, Wagner Luiz do Nascimento, esteve ontem em Londrina tentando minimizar a crise desencadeada pelas denúncias feitas pelo médico-legista Rogério Eisele, que também pediu demissão do cargo de chefe local do instituto. Nascimento afirmou que estrutura do órgão na cidade não está tão precária como denunciou Eisele, em reportagem da Folha na edição de sábado. Para ele, a situação do órgão não é ruim, no sentido funcional. Não temos recebidos queixas dos resultados, os exames estão sendo feitos, os laudos são emitidos normalmente, então o trabalho pode ser feito, afirmou.
Entre os principais problemas destacados por Eisele estão a impossibilidade de realizar exames por falta de estrutura física para os equipamentos. Além disso, as oito geladeiras do necrotério estão desligadas porque as instalações elétricas estão precárias.
Segundo o diretor-geral, o único problema é a estrutura física do prédio que deixa a desejar. Londrina é uma cidade grande que merece ter uma estrutura de acordo. Por isso, viemos tentar ver as alternativas que dispomos para levar ao secretário (de Segurança Pública, José Tavares), explicou. De acordo com ele, porém, a cidade não pode esperar solução imediata. Não trouxe o cheque para fazer a construção de um prédio novo. Isso vai requerer uma parceria entre a comunidade e o governo do Estado, afirmou.
Segundo Nascimento, existem hoje três opções para resolver o problema do IML: construção de um prédio novo; levar o órgão para um prédio alugado que tivesse a capacidade para abrigá-lo; e manter a parte do necrotério no local atual e transferir a parte clínica e administrativa para um imóvel próximo. A primeira alternativa é a melhor, mas não dispomos de recursos imediatos para isso. Vamos nos informar se o Fundo Nacional de Segurança já liberou recursos para construções e reformas. Até então, os repasses eram só para equipamentos, explicou. De acordo com ele, a Secretaria de Segurança Pública já havia autorizado que a direção do IML de Londrina procurasse um imóvel para alugar. Mas parece que não conseguiram encontrar, afirmou.
A terceira alternativa é mais viável no momento, segundo ele. Nascimento disse que pretendia se reunir com representantes do Conselho Comunitário de Segurança, prefeitura e lideranças para discutir alternativas. Vamos ver o que podemos fazer, afirmou.
Segundo Nascimento, ainda não foi definido um nome para substituir Eisele. Estamos estudando algumas possibilidades mas nada foi definido ainda, afirmou. Segundo ele, é possível que, pelo menos por um tempo, o IML fique sem um legista-chefe. O Hamilton Nassif (chefe-administrativo) pode ir cuidando das coisas, disse.
Rogério Eisele reafirmou ontem que não vai voltar atrás em sua decisão. Se for para fazer um trabalho de má qualidade, eu não faço, garantiu.


