Maurício Borges
De Apucarana
O médico Ronaldo Teotônio Ramos Toscano de Brito, que ocupava o cargo de diretor clínico do Hospital Municipal de Marilândia do Sul (28 km ao sul de Apucarana), negou-se ontem a prestar depoimento em inquérito policial instaurado para apurar as irregularidades constatadas no hospital. Brito atendeu à intimação do delegado Odair Cordeiro, comparecendo à delegacia mas, acompanhado de seu advogado, José Rizzo de Andrade, comunicou que se reservaria no direito de apenas se manifestar em juízo.
Em conversa informal mantida com o delegado e a promotora da Comarca, Suzana Feitosa de Lacerda – que iria acompanhar o depoimento –, o médico admitiu que passou a responder pela direção clínica do hospital a partir de julho.
Com o depoimento do diretor clínico, Cordeiro pretendia esclarecer algumas irregularidades como a responsabilidade pela contratação de um falso médico (Gérson Carlos Pizápio) e de estudantes de medicina, que estavam clinicando em Marilândia do Sul, há alguns meses.
Nos próximos dias serão feitas as intimações dos médicos José Jorge Bosco e Fernando Jorge Siroti, que não retornaram os contatos mantidos pelo delegado Odair Cordeiro. ‘‘Como eles não se manifestaram a respeito, iremos oficiá-los a prestar depoimento através da delegacia de polícia de Atalaia’’, anunciou ontem o delegado de Marilândia.
O Hospital Municipal de Marilândia do Sul foi interditado no dia 21 de setembro, pela 16ª Regional de Saúde (Apucarana), a partir da denúncia do Ministério Público.

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