O professor Silvestre Bellettini, do departamento de fitotecnia, assumiu ontem no final da tarde a direção da Fundação Faculdade Luiz Meneghel (FFALM) de Bandeirantes (37 km a leste de Cornélio Procópio). Ele substitui interinamente o diretor Luiz Carlos Reis, que anunciou o seu afastamento temporário do cargo, na manhã de ontem. Reis deverá ficar afastado até a entrega dos documentos solicitados pela Câmara Municipal.
Ontem foi declarado o fim da greve dos professores, iniciada dia 1º de fevereiro. Reis decidiu se afastar por vontade própria para providenciar a documentação solicitada pelo conselho diretor da FFALM e pela Câmara Municipal. Os documentos supostamente esclareceriam as denúncias do comando de greve. ‘‘Nós consideramos a necessidade do retorno às aulas, o funcionamento da FFALM, a manifestação dos alunos, o pedido do Conselho Diretor e da Câmara Municipal, então tomamos essa decisão’’, disse Reis.
Para Reis, o afastamento e até mesmo a manifestação dos professores tem cunho político, uma vez que a eleição para a direção está programada para o segundo semestre. ‘‘Não tenho dúvida dessa conotação política’’, disse.
O prefeito Lino Martins (PTB) foi o intermediador das decisões tomadas desde a noite de anteontem na FFALM, junto com o conselho diretor. Para ele, a FFALM é parte do município e tem um nome a zelar. ‘‘Procuramos ser o elo nas intermediações. A FFALM é uma fundação municipal’’, disse. Martins explicou que a crise na FFALM provém de diversos fatores: redução do números de alunos, inadimplências, atraso no repasse do crédito educativo e preservação da qualidade do ensino, com investimentos nos cursos de pós-graduações dos professores.
A eleição, hoje pela manhã, foi em caráter sigiloso. Havia oito nomes cogitados para assumir o cargo. Todos eles com o grau acadêmico de doutorado, exigido pelo estatuto.
O representante dos alunos no departamento de fitotecnia, Joel Arlindo Viana, disse que houve um desgaste entre os estudantes. ‘‘Ambos os lados tiveram que ceder para que a situação ficasse definida’’, disse Viana. Segundo ele, não haverá muitas mudanças no calendário escolar. ‘‘Este ano teríamos duas semanas sem aulas, dedicadas para provas. Com a greve, teremos aula normalmente durante este período de provas’’, explicou.Carlos AlmeidaAcordoReunião de professores da FFALM: decisão de retornar às aulasLuciane Tonon

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