Diretor quer produtor de volta à Central
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quarta-feira, 25 de junho de 1997
Da Redação 
O diretor técnico da Ceasa no Paraná, Júlio Minioli, chegou ontem a Londrina e pode anunciar ainda esta semana alguma definição sobre o destino da Central. Estamos negociando e temos todo o interesse em resolver a situação, inclusive envolvendo a Prefeitura de Londrina, disse. Mesmo porque, a Ceasa de Londrina não atende somente a Cidade mas toda a região. Por isso temos um grande projeto para ela e a nossa proposta é levar todo mundo para dentro da Central. Fazemos questão de que os atacadistas voltem para a Ceasa, destacou o diretor da Ceasa.
Minioli, no entanto, não quis entrar em detalhes sobre quais seriam esses projetos. Sobre a proposta de compra da Ceasa por parte do Mercadão do Povo, ele assegurou que ainda não há nada confirmado. Saí de Curitiba sexta-feira e não sei de nada, afirmou, acrescentando que a venda depende de várias circunstâncias, como por exemplo a aprovação do Conselho de Administração da Ceasa e da Assembléia Legislativa. Hoje também deve chegar a Londrina o presidente da Ceasa no Paraná, Osny Oliveira, para tratar do destino da Central de Londrina e de outras unidades da região.
O vice-prefeito e presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Alex Canziani, disse ontem que a informação que tem é que o Governo não pretende aceitar a proposta de vender a Ceasa para o Mercadão. Por isso, ele acrescenta, a Codel também tem um projeto para a Ceasa de Londrina: transformar o local num grande Condomínio Industrial, onde seriam instaladas indústrias de diversos setores, não só hortifrutigrangeiro. Para isso, o governo deveria repassar a área para o município, que então montaria toda a infra-estrutura através de um fundo imobiliário.
O que acontece é que a Ceasa hoje está praticamente inviabilizada, enquanto o Mercadão progrediu muito, aponta Canziani. Ele lembra de todo o investimento feito no final do ano passado, para reativação da Central, mas que acabou não dando resultados. Por isso, acrescenta, a idéia do Condomínio Industrial iria não só revitalizar o local como também dar oportunidade para que diversos novos empreendimentos sejam instalados na Cidade, aumentando inclusive a oferta de mão-de-obra.
Nossa visão é que o empresário não tem dinheiro para levantar uma obra e nem tem porque investir nisso. Então ele loca o espaço. E o condomínio é bom inclusive para diminuir os custos: uma só portaria, um sistema de telefonia único, um restaurante tercerizado, entre outros benefícios, avalia.
Canziani diz que está negociando a proposta com o governo e que em breve poderá ter uma resposta definitiva.
(Lúcio Horta)


