Diretor prevê o fim da via crucis do RG
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quinta-feira, 10 de julho de 1997
Célia Baroni Londrina 
Até a primeira quinzena de setembro o Instituto de Identificação do Paraná, com sede em Curitiba, vai estar expedindo as carteiras de identidade em cinco dias, no máximo. O diretor do instituto, delegado João Ricardo Kepes Noronha, esteve ontem em Londrina informando sobre a implantação de um novo sistema de identificação. O projeto, disse, foi aprovado pelo governador Jaime Lerner (PDT) e pelo secretário de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira. O sistema inclui a substituição dos equipamentos atuais por máquinas mais modernas e eficientes e mudanças na produção das carteiras, que passará a funcionar como uma linha de montagem.
O Instituto de Identificação do Paraná adotou uma nova filosofia de trabalho, onde a qualidade do serviço e atendimento são prioridades, disse Noronha. Segundo ele, prazo atual para emissão da carteira de identidade - de pelo menos 25 dias - é inaceitável. Noronha afirma que o sistema atual de funcionamento do instituto é ultrapassado e não atende a demanda do Estado. O instituto está operando com o mesmo sistema, seguindo a mesma rotina e com o mesmo maquinário de 1983, quando eram requeridas 300 carteiras de identidade por dia em todo o Paraná. Hoje a demanda do Estado é de 2 mil cédulas de identidade por dia.
Noronha informou que a Secretaria de Segurança liberou os recursos para reequipar o instituto e os novos equipamentos já foram adquiridos. computadores Pentium 133 vão substituir os EP-XT que faziam o trabalho no instituto desde 1983. Entre os novos equipamentos estão impressoras a laser e scanners para digitalização de imagens. Isso vai permitir que todo o trabalho seja realizado dentro do instituto, desburocratizando o sistema e agilizando os trabalhos.
Atualmente os processos requerendo carteira de identidade seguem uma verdadeira via crucis. Depois que o requerente entra com o processo, a documentação segue para a seção de protocolo do Insituto, em Curitiba, que centraliza a emissão do documento. O bloco com cerca 100 processos passa então para o setor de distribuição; depois pela pesquisa de homonomística; daí para classificação datiloscópica; em seguida pela microfilmagem - para só então chegar à Central de Processamentos de Dados do Paraná (Celepar).
A Celepar terceiriza o serviço de cadastramento dos dados. Concluído o cadastramento, o bloco volta para Celepar, onde a digitação dos dados é conferida. Nesse ponto, a Celepar devolve a documentação ao setor de emissão do Instituto de Identificação do Paraná. Nesse setor, as carteiras de identidade são impressas, recebem a foto, são plastificadas e revisadas. Prontos, os RGs retornam ao setor de protocolo e são enviados para os postos onde foram requeridos. O Instituto tem 420 postos em todo o Estado - três em Londrina.
Com a implantação da mesa de produção, afirma Noronha, todas as fases serão desenvolvidas em uma única sala. O instituto vai deixar de trabalhar com blocos de processos, para atender processo por processo, viabilizando a emissão da carteira de identidade em poucos minutos. Esta, adianta Noronha, é apenas a primeira etapa do projeto que pretende descentralizar a emissão dos RGs. O delegado acredita que, até o final do ano, os 12 postos de atendimento do instituto em Curitiba já vão estar com o sistema implantado. E, ainda no segundo semestre de 98, o mesmo sistema será levado para as principais cidades do interior. Londrina será uma das primeiras cidades a receber a linha de produção.


