Diretor passa a noite em vigilia em apoio a professores em greve
Simone GirotoSérgio Martinhago passou a noite na Câmara dos Vereadores, em vigíliaO diretor do Colégio Estadual Marechal Rondon, de Campo Mourão, Sérgio Martinhago, disse ontem que o estabelecimento só consegue sobreviver através da arrecadação da cantina do estabelecimento, administrada pela Associação de Pais e Mestres (APM). A escola também recebe o dinheiro arrecadado em campanhas promovidas pela APM. Martinhago, que também é vereador pelo PT, passou a noite na Câmara de Vereadores, em solidariedade aos sete professores que faziam greve de fome em Curitiba.
O fundo rotativo de outubro veio pela metade e o de novembro ainda não chegou, reclama o diretor. O colégio, com cerca de 2,4 mil alunos, recebia R$ 1,2 mil por mês para pagar as despesas de manuntenção, mas nos últimos dois meses só recebeu cerca de R$ 600,00. O Estado está jogando a responsabilidade de manter a escola para os pais dos alunos, diz. Isso é uma privatização disfarçada. Martinhago chama o processo de paitização.
O diretor admite que tem que recorrer aos pais para não deixar a escola fechar as portas. Martinhago diz que defende a obrigação do Estado em manter o estabelecimento, mas que não vê outra saída senão o pedido de ajuda à comunidade. Para sorte do governo, temos um compromisso com essa comunidade e vamos fazer de tudo para que a escola não pare
O diretor Joseval Basílio Pelisser, da Escola Urupês, na Vila Urupês (veja matéria acima), que hoje conta com 680 alunos, tem apenas seis salas de aula e nunca foi ampliada, apesar de já estar comemorando 30 anos. Espaço para ampliações existe. Também existe um projeto aprovado pela Fundepar, mas os recursos nunca foram liberados. Com o programa Toda criança na escola, as esperanças do estabelecimento cresceram, uma vez que o governo federal prometeu a ampliação de escolas sem a contra-partida dos municípios.
Do total, 120 alunos estudam em salas improvisadas de uma igreja, pelas quais a esscola paga R$ 200,00 por mês de aluguel. Vai dar para a paróquia pagar os custos de água e luz que vamos gerar, destaca o diretor.
Além das quatro salas de aula e da cozinha, a escola usa um outro cômodo como administração e sala de vídeo.
Em Campo Mourão, no total, a Semana Nacional de Matrículas atraiu 408 crianças que estavam fora da escola. (S.S.)





