Diretor nega improbidade
O diretor do Instituto Médico Legal, Francisco Moraes e Silva, disse ontem que não tinha conhecimento oficial sobre a tramitação do processo na 1ª Vara da Fazenda Pública, em Curitiba. ‘‘É uma verdadeira loucura’’, argumentou. Ele afirmou que nunca emitiu laudos sobre exames realizados por legistas do instituto. Apenas emitia pareceres pessoais, quando solicitado por advogados, delegacias de polícia ou pelo próprio Ministério Público. ‘‘Declaramos nesses laudos exatamente o que pensamos. Foi o que ocorreu no caso Zanela. Nossa preocupação é dizer a verdade, independente do laudo oficial’’, declarou.
Os casos citados no processo, segundo Moraes e Silva, foram de pareceres encomendados por advogados. ‘‘É apenas uma opinião para o processo de uma pessoa com notoriedade. Todos os legistas fazem isto. O parecer é uma opinião, não é um laudo’’, disse. De acordo com ele, os pareceres que motivaram a ação são três: um sobre a morte de uma mulher no interior do Estado, o segundo sobre dosagem alcoólica e o terceiro sobre violência sexual. ‘‘Mostrei que os laudos oficiais eram duvidosos e tinham diversos erros.’’
O diretor do IML negou enriquecimento ilícito, mas confirmou que recebia honorários pelos pareceres. ‘‘Às vezes recebo desses advogados, mas tudo depende de quanto se trabalha. Quando é um parecer para o Ministério Público ou para a polícia, eu não cobro’’, disse. Para ele, o fato de cobrar não fere a ética ou os regimentos da administração pública. ‘‘Todos temos o direito de externar nossas opiniões. Para esses pareceres eu não uso nem os telefones do IML’’, declarou. (L.P.)

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